“Exposição de 500 Anos de Intercâmbio entre as Civilizações Chinesa e Ocidental em Macau” é inaugurada em Lisboa
Durante a inauguração, tiveram lugar performances culturais macaenses
247 - Com o objetivo de aprofundar o intercâmbio cultural entre Macau e Portugal e promover a riqueza do património cultural de Macau, o Instituto Cultural do Governo da Região Administrativa Especial de Macau e o Centro Científico e Cultural de Macau, em Portugal, organizaram conjuntamente em Lisboa a exposição “Reflexos do Mar de Espelhos: Exposição de 500 Anos de Intercâmbio entre as Civilizações Chinesa e Ocidental em Macau”. A reportagem é do Diário do Povo.
A iniciativa pretende apresentar ao público português e internacional a profunda herança cultural de Macau, evidenciando também a longa e contínua relação de intercâmbio e aprendizagem mútua entre a China e Portugal. A exposição foi inaugurada no dia 18 de abril, no Centro Científico e Cultural de Macau, em Portugal.
A cerimónia de inauguração contou com a presença de várias entidades convidadas de honra, incluindo o Chefe do Executivo da Região Administrativa Especial de Macau, Sam Hou Fai; a Secretária de Estado da Ciência e Inovação de Portugal, Helena Canhão; o Embaixador Extraordinário e Plenipotenciário da República Popular da China em Portugal, Yang Yirui; a Secretária para os Assuntos Sociais e Cultura do Governo da RAEM, Ao Ieong U; o Chefe do Gabinete do Chefe do Executivo da RAEM, Chan Kak; a Presidente do Centro Científico e Cultural de Macau, Carmen Amado Mendes; e a Presidente do Instituto Cultural da RAEM, Leong Wai Man.
Durante a inauguração, tiveram lugar performances culturais macaenses, como ópera cantonense, dança do leão e demonstrações de wing chun e de escultura em madeira — nomeadamente a talha de estátuas religiosas.
A exposição foi projetada em torno de quatro temas — “Transmissão das Artes e Ofícios”, “Harmonia dos Rituais e Costumes”, “Sabor do Saber Artesanal” e “Arte da Confluência”. Estes pontos de partida conferem a Macau o papel de cidade ponto de encontro entre as civilizações chinesa e ocidental, destacando a sua função como “um centro, uma plataforma e uma base”. A mostra reúne diversos elementos do património imaterial de Macau, incluindo artes performativas, artesanato tradicional e festividades rituais.
Além disso, nos dias 19 e 20 de abril, o Instituto Cultural organizou no mesmo espaço várias oficinas de experiência de património imaterial, apresentando de forma dinâmica as tradições únicas formadas pela fusão cultural entre Oriente e Ocidente em Macau, bem como a memória cultural profundamente enraizada da comunidade e os resultados da sua preservação viva.
A exposição decorre entre 18 de abril e 30 de junho de 2026, no terceiro andar do Centro Científico e Cultural de Macau, em Portugal, estando aberta ao público de terça-feira a domingo, das 10h00 às 17h30, com entrada gratuita.



