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6x1: Marinho afirma que governo não vai aceitar compensações

Ministro do Trabalho e Emprego aponta ganhos de produtividade para as empresas

Luiz Marinho (Foto: Matheus Itacaramby/MTE)

247 - O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, voltou a rejeitar, nesta quarta-feira (6), a adoção de compensações financeiras para setores mais afetados por um eventual fim da jornada de trabalho 6x1.

Marinho participa, nesta quarta, de sessão da comissão especial da Câmara dos Deputados que analisa as Propostas de Emenda à Constituição (PECs) sobre o tema.

Ele negou que o governo tenha passado a favorecer a inclusão de formas de compensação nas PECs. "Historicamente, no Brasil e no mundo, o empregador é compensado pelo ganho no ambiente de trabalho, um ganho na melhoria da produtividade", disse Marinho a jornalistas.

"Tem um custo oculto que os empregadores carregam", acrescentou. 

Marinho também reforçou que a posição do governo é favorável ao fim da escala 6x1 e à redução da jornada para 40 horas semanais, sem corte de salários.

"Há vários custos que uma melhoria do ambiente de trabalho vai resolvendo. A grande aposta é no ganho de qualidade e produtividade", afirmou o ministro durante a sessão.

"Ao reduzir a jornada precisamos pensar em sustentabilidade", acrescentou.

Segundo Marinho, a redução para 40 horas deve ser imediata. Ele também defendeu que, caso o Congresso avance para uma jornada de 36 horas semanais, a implementação ocorra de forma gradual, ao longo dos anos.

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