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Banco Central liquida cooperativa Creditag

Decisão ocorre após grave crise financeira e risco a credores sem garantia

Logo do Banco Central na sede da instituição em Brasília (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

247 - O Banco Central decretou nesta quinta-feira (16) a liquidação extrajudicial da Cooperativa de Crédito, Poupança e Serviços Financeiros (Creditag) após identificar um comprometimento significativo de sua situação econômico-financeira, com risco elevado aos credores sem garantias específicas. A decisão implica o encerramento das atividades da instituição e a condução do processo por um liquidante, informa o G1.

A medida foi tomada diante do cenário considerado crítico pela autoridade monetária, que avaliou a possibilidade de prejuízos aos chamados credores quirografários, aqueles que não possuem garantias formais para reaver valores devidos. O Banco Central também informou que adotará providências para investigar responsabilidades relacionadas à gestão da cooperativa.

Impacto limitado no sistema financeiro

A Creditag é classificada como uma cooperativa de pequeno porte, enquadrada no segmento S5 da regulação prudencial, categoria que reúne instituições de menor complexidade dentro do sistema financeiro. Dados de dezembro de 2025 indicam que a cooperativa representava apenas 0,0000226% dos ativos totais do Sistema Financeiro Nacional, o que aponta impacto restrito no conjunto do setor.

Segundo informações disponíveis no site institucional, a cooperativa foi fundada em 2003 na cidade de Mineiros, em Goiás, com atuação voltada ao atendimento do público em geral, oferecendo produtos e serviços financeiros semelhantes aos de outras instituições do mercado.

Investigação e bloqueio de bens

Como parte das medidas adotadas, o Banco Central determinou a indisponibilidade dos bens dos ex-administradores da Creditag. A ação tem como objetivo preservar recursos que possam ser utilizados para eventual ressarcimento de credores afetados.

Além disso, o órgão informou que dará continuidade à apuração de possíveis irregularidades. As investigações poderão resultar na aplicação de sanções administrativas e no encaminhamento de informações a outros órgãos competentes, conforme previsto na legislação vigente.

O processo de liquidação extrajudicial segue agora sob a responsabilidade do liquidante nomeado, que deverá conduzir a análise dos ativos e passivos da cooperativa e organizar o pagamento dos credores dentro das condições estabelecidas pela lei.

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