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BC afirma que próximos passos da Selic podem considerar conflitos no Oriente Médio

Copom indica que cenário externo influenciará decisões futuras sobre juros no Brasil

BC afirma que próximos passos da Selic podem considerar conflitos no Oriente Médio

247 - O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central indicou nesta quarta-feira (29) que os próximos passos na definição da taxa básica de juros, a Selic, poderão considerar novas informações relacionadas aos conflitos no Oriente Médio. A sinalização ocorre em meio a um ambiente de maior incerteza global, que pode impactar o comportamento dos preços e a condução da política monetária no Brasil.

A avaliação foi divulgada em comunicado oficial após a decisão de reduzir a Selic em 0,25 ponto percentual, de 14,75% para 14,50%. No documento, o colegiado enfatiza que a estratégia continuará pautada pela prudência diante do cenário internacional.

Segundo o Copom, “no cenário atual, caracterizado por forte aumento da incerteza, o Comitê reafirma serenidade e cautela na condução da política monetária, de forma que os passos futuros do processo de calibração da taxa básica de juros possam incorporar novas informações que aumentem a clareza sobre a profundidade e a extensão dos conflitos no Oriente Médio, assim como seus efeitos diretos e indiretos sobre o nível de preços ao longo do tempo”.

O Banco Central também destacou que a decisão de reduzir os juros está alinhada ao objetivo de convergir a inflação para níveis próximos da meta dentro do horizonte considerado relevante pela autoridade monetária. De acordo com o comunicado, “sem prejuízo de seu objetivo fundamental de assegurar a estabilidade de preços, essa decisão também implica suavização das flutuações do nível de atividade econômica e fomento do pleno emprego”.

A sinalização reforça que o cenário externo segue como fator determinante para a política monetária brasileira, especialmente diante de possíveis impactos inflacionários decorrentes de tensões geopolíticas. O Copom não antecipou novos cortes, mas indicou que seguirá avaliando os desdobramentos internacionais antes de definir os próximos movimentos da Selic.

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