Haddad diz que BC saberá calibrar juros diante de guerra no Irã
Ministro da Fazenda afirma que decisão sobre a Selic dependerá da análise de dados pelo Banco Central em meio à volatilidade do dólar e do petróleo
247 - O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o Banco Central terá condições de avaliar com cautela o rumo da taxa básica de juros diante das incertezas provocadas pela escalada do conflito no Oriente Médio. O cenário internacional tem pressionado os preços do petróleo e provocado oscilações cambiais, fatores que podem influenciar a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) sobre a Selic.
A Selic está atualmente em 15% ao ano, e o Copom havia indicado na ata de sua reunião de janeiro a possibilidade de redução da taxa na reunião prevista para os dias 17 e 18 de março. Entretanto, a instabilidade nos mercados globais decorrente da guerra no Oriente Médio passou a ser vista como um fator de risco para a manutenção dessa previsão.
Segundo Haddad, a definição sobre eventual redução ou manutenção dos juros cabe exclusivamente ao Banco Central, que deve basear sua decisão na leitura técnica dos indicadores econômicos.
“O Banco Central, com base nos dados, vai verificar a conveniência de um movimento ou outro (redução ou alta da Selic). Isso é atribuição dos diretores que estão lá indicados para isso, para essa missão. Nós temos uma doença, um remédio, e o que o Banco Central faz é administrar a dose”, declarou o ministro.
A volatilidade do petróleo é um dos pontos de atenção para o mercado financeiro. Na segunda-feira (9), o preço do barril chegou a registrar alta de cerca de 30%, aproximando-se de US$ 120. Já nesta terça-feira, os valores passaram a recuar. O Brent — principal referência internacional para o preço do combustível — era negociado a US$ 91,43.


