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Mercadante avalia oceano como nova fronteira econômica e defende exploração marinha sustentável

Presidente do BNDES também aponta Margem Equatorial como nova fronteira econômica semelhante ao pré-sal

Aloizio Mercadante (Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil)
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247 - O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, afirmou nesta terça-feira (26) que a mineração marinha e os recursos oceânicos devem ocupar papel central na próxima fase de expansão da economia brasileira. A declaração foi feita durante a abertura do III Fórum Nacional sobre Proteção Integrada de Fronteiras, realizado no Rio de Janeiro. As informações são da Sputnik Brasil

Segundo Mercadante, o atual cenário internacional, marcado pela paralisação do estreito de Ormuz em meio ao conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, aumenta a relevância estratégica do Brasil como produtor offshore de petróleo e gás.

“É inexorável que a mineração marinha cresça. Agora, como queremos que avance? Nós queremos que avance com segurança dos recursos naturais estratégicos dos oceanos. Com sustentabilidade, com respeito à biodiversidade”, afirmou o presidente do BNDES.

Margem Equatorial ganha protagonismo

Durante o evento, Mercadante destacou o peso dos recursos marítimos na matriz energética nacional. Segundo ele, cerca de 10% do petróleo e 80% do gás produzidos no Brasil estão localizados no oceano. O dirigente também classificou a Margem Equatorial como a nova fronteira de exploração da Petrobras, comparando o potencial da região ao impacto econômico do pré-sal.

Na avaliação do presidente do BNDES, países fortemente dependentes da importação de petróleo sofrem mais intensamente os efeitos da instabilidade geopolítica e das tensões nas rotas marítimas internacionais.

“O Brasil está relativamente preservado”, indicou Mercadante, ao defender rapidez nas decisões estratégicas para que o país aproveite a atual janela de oportunidades.

BNDES amplia investimentos na economia azul

Mercadante informou ainda que o BNDES já investiu mais de R$ 21 bilhões na chamada economia azul nos últimos três anos. O conceito reúne atividades econômicas ligadas ao uso sustentável dos recursos marítimos.

Segundo ele, o banco mantém linhas de crédito para modernização portuária, desenvolvimento de tecnologias de segurança marítima e projetos realizados em parceria com a Marinha do Brasil. Entre as iniciativas financiadas estão fragatas e embarcações de patrulha voltadas à proteção da costa brasileira e da infraestrutura estratégica ligada ao oceano.

O III Fórum Nacional sobre Proteção Integrada de Fronteiras segue até quarta-feira (27), na sede do BNDES, no centro do Rio de Janeiro.

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