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Ministro estima que tarifaço dos EUA atingiria 21% das exportações brasileiras

Márcio Elias Rosa alerta para possíveis impactos em setores industriais estratégicos

Márcio Elias Rosa (Foto: Júlio César Silva/MDIC)
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247 - O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, afirmou nesta terça-feira (2) que a proposta do governo dos Estados Unidos de impor uma tarifa de 25% sobre determinados produtos brasileiros teria impacto significativo sobre as exportações do país e atingiria especialmente setores industriais de maior valor agregado.

A declaração foi dada a jornalistas após reunião do governo federal convocada para discutir a proposta norte-americana. Mais cedo, o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) divulgou um documento listando uma série de práticas que considera anticoncorrenciais e questionando políticas brasileiras em áreas como meios de pagamento digitais, regulação de plataformas tecnológicas, propriedade intelectual e comércio exterior.

A iniciativa ocorreu após um encontro entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), episódio que também foi seguido pela classificação de facções criminosas brasileiras como organizações terroristas por parte do governo norte-americano.

Segundo Márcio Elias Rosa, os efeitos da medida seriam expressivos para a economia brasileira. "Essa recomendação feita pelo USTR alcançaria hoje em torno de 21% do que o país exporta para os Estados Unidos", afirmou a jornalistas. 

O ministro destacou que os principais prejuízos recairiam sobre segmentos industriais que geram empregos e agregam valor à produção nacional. "Os setores mais atingidos seriam os de máquinas e equipamentos, porque têm valor agregado e traz muito prejuízo para empregos, renda e indústrias, plásticos, produtos de madeira, calçados, ferro fundido e peixes e crustáceos", declarou.

Apesar da preocupação com os possíveis impactos, Márcio Elias Rosa demonstrou confiança de que a recomendação não será efetivamente implementada pela Casa Branca. Segundo ele, a avaliação do governo brasileiro é que há espaço para o diálogo e para a reversão da proposta antes de qualquer decisão definitiva.

O ministro afirmou acreditar que a medida "não vai ocorrer".

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