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Petrobras adquire participação em bloco exploratório na Namíbia

Negócio garante 42,5% do Bloco 2613, na Bacia de Lüderitz, e marca retorno da estatal ao país africano em estratégia de recomposição de reservas

Edifício da Petrobras no Rio de Janeiro - 5/6/25 (Foto: REUTERS/Ricardo Moraes/Arquivo)

247 - A Petrobras anunciou a aquisição de 42,5% de participação no Bloco 2613, localizado em área offshore da República da Namíbia, na África. A operação foi realizada em parceria com a TotalEnergies, que também comprou 42,5% do ativo e será responsável pela operação do bloco.

Segundo a estatal, os direitos foram adquiridos junto às empresas Eight Offshore Investment Holdings (Eight) e Maravilla Oil & Gas. Após a conclusão do acordo, a Eight permanecerá com 5% de participação, enquanto a Maravilla deixará completamente o ativo.

Com isso, o consórcio do Bloco 2613 passa a ser formado por TotalEnergies (42,5%), Petrobras (42,5%), Eight (5%) e Namcor Exploration and Production (PTY) Ltd (10%), empresa estatal vinculada ao governo namibiano.

O Bloco 2613 está situado na Bacia de Lüderitz, ao longo da costa da Namíbia, cobrindo uma área estimada em aproximadamente 11 mil quilômetros quadrados. A Petrobras informou que a entrada nesse ativo reforça seu planejamento de médio e longo prazo, com foco na manutenção e ampliação das reservas de óleo e gás.

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, destacou que a aquisição faz parte do esforço estratégico da companhia para garantir sustentabilidade futura da produção.

"A aquisição de novos blocos é fundamental no planejamento de médio e longo prazo da Petrobras, visando à manutenção de reservas de óleo e gás. Temos avaliado com muito cuidado áreas que têm mostrado boas perspectivas, tanto no Brasil como em outras partes do do mundo. A atuação com parceiros nesse novo bloco marca a volta da Petrobras à Namíbia e será muito importante dentro da estratégia de busca de novas fronteiras pela companhia”, afirma Magda Chambriard.

A estatal também ressaltou que a aquisição representa seu retorno ao território namibiano, alinhado à estratégia corporativa de diversificação de portfólio e recomposição de reservas por meio da exploração em novas áreas.

A diretora de Exploração e Produção da Petrobras, Sylvia Anjos, afirmou que a companhia avalia a costa oeste africana como região estratégica, destacando a semelhança geológica com áreas já conhecidas pela estatal no Brasil.

“Temos bastante conhecimento geológico da região, em grande parte análoga às nossas bacias sedimentares. Olhamos com atenção a costa oeste Africana e as boas oportunidades na África. Foi assim em São Tomé e Príncipe, África do Sul e, agora, Namíbia”, conclui Sylvia Anjos.

De acordo com a Petrobras, a transação passou por todos os procedimentos internos de governança corporativa e está em conformidade com o Plano de Negócios 2026-2030.

A companhia informou ainda que a conclusão do acordo depende do cumprimento de condições precedentes, incluindo aprovações governamentais e regulatórias, com destaque para a necessidade de aval do Ministério da Indústria, Minas e Energia da Namíbia.

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