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Petrobras anula ágio em leilão de gás de cozinha

Estatal decide devolver valores após ágio de até 118% e pressões de órgãos reguladores

Fachada de prédio da Petrobras no Rio de Janeiro 04/2025 (Foto: Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

247 - A Petrobras anulou o ágio registrado no leilão de gás de cozinha (GLP), após os valores atingirem até 118% acima do preço de tabela. A medida prevê a devolução de valores às distribuidoras e ocorre em meio a pressões de órgãos reguladores e a um cenário internacional instável.Segundo a CNN Brasil, em um comunicado, a estatal informou que a diretoria executiva aprovou a anulação com base em análises econômicas e de risco, considerando a excepcionalidade do momento de mercado

A decisão foi divulgada em comunicado oficial da estatal e repercutida inicialmente pela CNN Brasil. Segundo a companhia, a diretoria executiva aprovou a anulação com base em análises econômicas e de risco, considerando a excepcionalidade do momento de mercado.

Ágio elevado motivou revisão do leilão

O leilão realizado em 31 de março registrou lances significativamente acima dos preços praticados, o que levou a Petrobras a revisar o resultado. A empresa avaliou que os valores alcançados não refletiam condições adequadas do mercado.

No comunicado, a estatal destacou que levou em consideração manifestações de órgãos como a Agência Nacional do Petróleo (ANP) e a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), além dos impactos do conflito no Oriente Médio sobre o setor energético.

Devolução de valores e garantia de abastecimento

Com a anulação, a Petrobras informou que devolverá aos clientes a diferença entre o Preço de Paridade de Importação (PPI), divulgado pela ANP, e os valores pagos pelos distribuidores no leilão.

A companhia também assegurou que os volumes contratados serão integralmente entregues, mantendo a previsibilidade e a segurança do abastecimento nacional de gás de cozinha.

Contexto político e mudanças na empresa

A decisão ocorre poucos dias após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmar, durante evento em Salvador, que pretendia anular o certame diante dos preços elevados. Na sequência, o então diretor executivo de Logística, Comercialização e Mercados da Petrobras, Claudio Romeo Schlosser, foi destituído do cargo após reunião do conselho da empresa.

Preço do botijão permanece estável

A Petrobras ressaltou que mantém o preço do botijão de 13 quilos em R$ 34,70 para as cotas regulares das distribuidoras desde julho de 2024. Apesar disso, após o leilão, foram registrados aumentos em diferentes unidades de distribuição, o que contribuiu para a revisão da operação.

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