Petróleo brasileiro conquista mercados asiáticos
Guerra contra o Irã impulsiona exportações de petróleo brasileiro para China e Índia
247 - A guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã levou países asiáticos, especialmente China e Índia, a ampliar drasticamente as importações de petróleo brasileiro, de acordo com um levantamento da Al Jazeera divulgado na última semana.
Enquanto no ano passado o Brasil exportou 1,2 milhão de bpd (barris por dia) para mercados asiáticos, apenas entre janeiro e maio deste ano as vendas já somam 1,8 milhão de bpd. Em 2026, a produção média de petróleo do Brasil chegou a 4,06 milhões de bpd.
O aumento das compras ocorre à medida que compradores asiáticos, antes altamente dependentes do Estreito de Ormuz, buscam alternativas consideradas mais seguras e menos sujeitas a disrupções na rota marítima.
As exportações de petróleo cru brasileiro para a China saltaram impressionantes 95% no primeiro trimestre de 2026, alcançando US$ 7,2 bilhões, segundo o levantamento. Em relação à Índia, o Brasil se tornou o quarto principal fornecedor de petróleo cru para o país.
O petróleo brasileiro, aponta a Al Jazeera, possui vantagens em relação ao venezuelano, levando refinarias estrangeiras a optarem pelo produto devido à menor densidade e ao menor teor de enxofre.
Contudo, o petróleo brasileiro não pode simplesmente substituir o petróleo dos países do Golfo, já que o transporte até terminais asiáticos leva, em média, 50 dias. Além disso, o Brasil tem pouca capacidade ociosa, e a Rússia pode ressurgir como um fornecedor importante nesse cenário, segundo o levantamento.



