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‘Tarifa de 15% dos EUA não tira competitividade do Brasil, pois está igual para todo mundo’, diz Alckmin

Presidente em exercício diz que taxa não gera desvantagem e aponta "avenida de negociação" com Washington

O vice-preisdente Geraldo Alckmin (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

247 - O presidente em exercício e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou neste domingo (22) que o aumento da tarifa global de importação dos Estados Unidos de 10% para 15% não compromete a competitividade das empresas brasileiras. A declaração, segundo o G1, foi feita em Aparecida do Norte (SP), durante a Missa de Lançamento Celebrativo da Campanha da Fraternidade de 2026.

A elevação da alíquota foi anunciada no sábado (21) pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após a Suprema Corte estadunidense derrubar o tarifaço implementado no ano passado.

Tarifa igual para todos os países

Segundo Alckmin, como a tarifa é aplicada de forma uniforme a todos os países, o Brasil não sofre desvantagem em relação a outros competidores internacionais. “Mesmo com a alíquota de 15%, como é igual para todo mundo, não perdemos competitividade. Em alguns setores, ela zerou. Zerou para combustível, carne, café, celulose, suco de laranjas, aeronaves. Foi positivo. Acho que tem uma avenida de negociação com a ida do presidente Lula agora em março aos EUA para a gente conseguir abordar, ainda, questões não tarifárias”, afirmou.

O ministro destacou que a viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva aos Estados Unidos, prevista para março, pode abrir espaço para tratar temas além das tarifas, incluindo barreiras não tarifárias.

Setores com alíquota zerada

Alckmin ressaltou que, em determinados segmentos, a tarifa foi reduzida a zero, o que, segundo ele, representa um efeito positivo para produtos brasileiros como combustível, carne, café, celulose, suco de laranja e aeronaves.

Acordo entre Mercosul e União Europeia

Em Aparecida, o presidente em exercício também demonstrou otimismo quanto à aprovação, pelo Congresso Nacional, do acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia, prevista para março. Ele reconheceu a preocupação de setores específicos, como o de vinhos, diante do aumento da concorrência internacional.

Apesar disso, afirmou que o tratado inclui mecanismos de salvaguarda para proteger o mercado interno. “Se tiver um pico [de importações], suspende [as compras do exterior]”, explicou.

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