Taxa de informalidade no Brasil cai ao menor nível desde 2020, diz IBGE
Dados mostram queda da informalidade para 37,5% e avanço do emprego formal no país
247 - A taxa de informalidade no mercado de trabalho brasileiro caiu para 37,5% no trimestre encerrado em janeiro, alcançando o menor nível desde 2020. O indicador, segundo a CNN Brasil, revela uma mudança na dinâmica do emprego no país, marcada pela expansão das vagas formais e pela redução do contingente de trabalhadores sem vínculo regular.
Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A análise aponta que a queda da informalidade ocorre em um contexto de melhora na qualidade das vagas disponíveis no mercado de trabalho.
Queda da informalidade reflete melhora do emprego
De acordo com a coordenadora de Pesquisas por Amostra de Domicílios do IBGE, Adriana Beringuy, a redução atual difere do que ocorreu no auge da pandemia de Covid-19, quando muitos trabalhadores informais deixaram temporariamente o mercado.
“A taxa mais baixa em 2020 é porque o trabalhador informal foi retirado do mercado de trabalho naquela época”, afirmou. Naquele período, a menor taxa da série histórica da Pnad Contínua chegou a 36,6%, registrada no trimestre encerrado em junho de 2020. Diferentemente daquele momento, a queda atual ocorre com crescimento da ocupação e maior presença de vínculos formais.
Redução de trabalhadores sem registro
Os dados mostram que cerca de 284 mil pessoas deixaram de atuar em ocupações informais em apenas um trimestre. Ao mesmo tempo, o mercado de trabalho registrou a criação de 116 mil novas vagas, indicando que o crescimento do emprego ocorreu principalmente por meio da formalização.
Entre os grupos que contribuíram para a redução da informalidade, destacam-se os trabalhadores sem carteira assinada no setor privado, com queda de 177 mil pessoas. Também houve redução de 75 mil empregadores sem CNPJ e de 54 mil trabalhadores por conta própria que atuavam sem registro empresarial.
Por outro lado, algumas modalidades de ocupação informal tiveram leve aumento. O número de trabalhadores familiares auxiliares cresceu em 15 mil pessoas, enquanto o total de trabalhadores domésticos sem carteira assinada aumentou em 6 mil.
Comparação anual
No balanço geral do trimestre, a população ocupada em atividades informais registrou retração de 0,7%. Em relação ao mesmo período do ano anterior, o contingente de trabalhadores nessa condição diminuiu em 240 mil pessoas, o que representa queda de 0,6%.


