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Brasil Mais Produtivo impulsiona eficiência e crescimento da Recom em SP

Programa apoiado pelo Sebrae ajudou empresa de Atibaia a reduzir custos, ampliar faturamento e adotar uma nova visão estratégica de gestão

Fábrica da Recom – Etiquetas e Embalagens, em Atibaia (SP) (Foto: Divulgação)

247 - A Recom – Etiquetas e Embalagens, empresa sediada em Atibaia, no interior de São Paulo, viveu uma transformação significativa em sua operação e em sua estratégia de crescimento a partir da adesão a programas de apoio à produtividade e à inovação. A combinação entre redução de custos, aumento de faturamento e amadurecimento da gestão marcou uma nova fase na trajetória do negócio, fundado há mais de quatro décadas.

As informações foram divulgadas originalmente pela Agência Sebrae de Notícias (ASN Nacional), que detalhou os impactos da participação da empresa no programa Brasil Mais Produtivo, iniciativa realizada em parceria com o Sebrae e outras instituições do sistema de apoio ao desenvolvimento empresarial.

Segundo Daniel Gomes Constantino, sócio-administrador da Recom, o primeiro contato com o programa ocorreu de forma informal, durante um evento local. “Durante uma feira em Atibaia, uma amiga comentou que estava fazendo um trabalho com o Sebrae e o Senai, que a gente deveria entrar em contato, e um conhecido dela nos falou sobre o programa Brasil Mais Produtivo”, relatou.

A partir daí, a adesão foi imediata. Além do Brasil Mais Produtivo, a empresa passou a integrar o programa ALI (Agente Local de Inovação), o Empretec, ações voltadas à exportação e também a diretoria da Cadeia Produtiva Local (CPL) de autopeças. O conjunto de iniciativas teve reflexos diretos nos indicadores do negócio.

Os resultados apareceram rapidamente. A Recom registrou uma redução de 35% nos custos relacionados ao tempo de setup da produção e um crescimento de 17% no faturamento, desempenho atribuído principalmente à atuação do programa ALI. Para Daniel, o impacto foi além dos números. “O Sebrae abriu uma amplitude de possibilidades muito grande para nós. Mais do que os resultados, mudou completamente a forma como a gente passa a olhar a empresa”, afirmou.

Adaptação como marca histórica da empresa

Fundada em 1984, a Recom iniciou suas atividades fabricando fitas para impressoras matriciais, em um período em que a importação desses insumos era restrita no Brasil. Desde o início, a empresa apostou no desenvolvimento interno de tecnologias, produzindo tintas, cartuchos e ferramentas próprias.

Essa base técnica foi decisiva para a consolidação inicial do negócio. “A gente desenvolvia os próprios materiais e componentes, o que permitiu atender uma demanda existente no mercado. Depois disso, a fabricação foi um caminho natural”, explicou Daniel Gomes Constantino.

Com o avanço tecnológico e a popularização de impressoras a jato de tinta, laser, toner e papel térmico, o mercado de impressoras matriciais entrou em declínio. Diante desse cenário, a Recom optou por se reinventar mais uma vez, reposicionando sua atuação.

Verticalização e foco em etiquetas autoadesivas

A mudança estratégica ganhou força após um problema com um fornecedor de etiquetas. Como a empresa já comercializava ribbons com etiquetas para impressão de dados variáveis, a decisão foi verticalizar a produção. Após uma análise detalhada dos custos de matéria-prima e dos processos produtivos, a Recom investiu em máquinas próprias e iniciou a fabricação interna de etiquetas.

Com a expansão da produção, a empresa passou a eliminar gradualmente operações menos rentáveis, concentrando-se exclusivamente no segmento de etiquetas autoadesivas, no qual atua há mais de 15 anos. Atualmente, o portfólio inclui produtos de maior valor agregado, como etiquetas que não deixam resíduos de cola em vidro e tags biodegradáveis que se dissolvem em água.

Qualidade, processos e certificação

O próximo passo estratégico da Recom é o fortalecimento dos processos internos com foco na norma ISO 9001. A meta é preparar a empresa para uma certificação futura, criando desde já uma cultura organizacional alinhada aos padrões internacionais de qualidade.

“Não faz sentido criar uma norma interna que depois precise ser toda mudada. É melhor se adaptar desde cedo ao que já é realidade no mercado”, disse Daniel, ao destacar a importância da parceria contínua com o Sebrae e o Senai nesse processo de evolução.

Programa nacional de produtividade e transformação digital

O Brasil Mais Produtivo é voltado ao apoio de micro, pequenas e médias empresas na modernização de processos, com ênfase em transformação digital e no uso de tecnologias nacionais. Coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o programa conta com a parceria de Sebrae, Senai, ABDI, Finep, Embrapii e BNDES.

Em dois anos de execução, a iniciativa alcançou 67,5 mil empresas em todo o país, sendo 30,5 mil da indústria e 37 mil dos setores de comércio e serviços. Ao todo, foram realizados mais de 90 mil atendimentos, já que uma mesma empresa pode participar de diferentes modalidades.

Dados do Senai e do Sebrae indicam que empresas atendidas com foco em manufatura enxuta — modelo de gestão industrial voltado à redução de desperdícios e ao aumento da eficiência — registraram um crescimento médio de 28% na produtividade após o período de consultoria.

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