“5,1 milhões de famílias deixaram o Bolsa Família porque superaram a pobreza”
Ministro Wellington Dias afirma que avanço da renda e novas regras de proteção impulsionaram saída de milhões de famílias do programa
247 - O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, afirmou que 5,1 milhões de famílias deixaram o Bolsa Família desde 2023 após elevarem sua renda acima da linha da pobreza. Segundo ele, o resultado reflete o crescimento do emprego, da qualificação profissional e das oportunidades de empreendedorismo entre os beneficiários do programa.
A declaração foi feita durante participação no programa Bom Dia, Ministro, produzido pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Ao comentar críticas recorrentes de que os beneficiários permaneceriam indefinidamente no programa, Dias apresentou números que, segundo ele, demonstram uma dinâmica de mobilidade social.
“Só de 2023 para cá, com esse novo modelo estimulador do emprego, 5,1 milhões de famílias saíram da pobreza e saíram do Bolsa Família porque saíram da pobreza”, afirmou.
De acordo com o ministro, considerando uma média de três pessoas por família, o contingente representa aproximadamente 15 milhões de brasileiros que deixaram de depender do benefício por terem alcançado renda superior ao limite estabelecido pelo programa.
Dias atribuiu esse movimento a uma combinação de políticas públicas. Entre elas estão a exigência de frequência escolar, o acompanhamento de saúde das famílias, os programas de qualificação profissional e as medidas voltadas à inserção produtiva. Segundo o ministro, cerca de 1,3 milhão de beneficiários concluem cursos de qualificação a cada ano.
O titular do MDS destacou ainda que o Bolsa Família passou a operar com mecanismos que buscam evitar que o ingresso no mercado de trabalho resulte na perda imediata do benefício. Atualmente, famílias que ultrapassam a linha da pobreza continuam recebendo metade do valor do Bolsa Família por até 12 meses, desde que permaneçam dentro dos critérios estabelecidos pela chamada regra de proteção.
Segundo os dados apresentados pelo ministro, atualmente 7,1 milhões de famílias beneficiárias possuem pelo menos uma fonte de renda proveniente de emprego formal ou atividade econômica. Ainda assim, continuam recebendo o benefício porque a renda per capita permanece abaixo da linha de pobreza.
Dias também informou que aproximadamente 4,9 milhões de pessoas inscritas no Cadastro Único atuam em pequenos negócios. Citando levantamento do Sebrae, ele afirmou que parte desses empreendedores já se tornou empregadora e passou a contratar trabalhadores com carteira assinada.
Durante a entrevista, o ministro defendeu que o programa deve ser analisado como uma política de desenvolvimento social e não apenas como transferência de renda. Para ele, a trajetória de famílias que deixam a pobreza demonstra que o objetivo central da política pública é ampliar oportunidades de educação, trabalho e geração de renda.
“O emprego é o melhor caminho. Quando alguém deixa o Bolsa Família, normalmente está indo para uma renda muito superior à que recebia no programa”, afirmou.
Ao apresentar os números, Wellington Dias sustentou que a saída de milhões de famílias do programa nos últimos três anos é um indicativo de que a política social está funcionando como instrumento de transição para condições de vida mais estáveis, acompanhando a evolução da renda dos beneficiários e sua inserção no mercado de trabalho.



