Guerra contra o Irã pode enfraquecer Israel no cenário pós-conflito, diz analista
Em entrevista à Globalistas, Batool Subeiti afirma que eventual reaproximação entre EUA e Irã reduziria a relevância estratégica de Israel
247 - Em entrevista exclusiva à Globalistas, a analista política libanesa radicada em Londres Batool Subeiti afirmou acreditar que a guerra da administração Donald Trump contra o Irã poderá levar ao enfraquecimento de Israel. Segundo ela, se o fechamento do Estreito de Ormuz forçar os Estados Unidos a fazer concessões e restabelecer relações diplomáticas e comerciais com o Irã, a parceria estratégica com Israel perderá importância.
“Quando você reconhece a influência e o poder do Irã, isso por si só colocará Israel em condição de Estado pária, porque a função de Israel é combater a influência e o poder dos movimentos de resistência”, disse a analista, engenheira de profissão. “Mas, se negociações diretas começarem entre, por exemplo, América e Irã, por meio do reconhecimento de que os Estados Unidos não podem superar esse equilíbrio de poder e de que, quanto mais tentam lutar contra o Irã, mais fracos se tornam, acredito que Israel acabará sendo o maior perdedor. É realmente no pós-guerra que veremos Israel encolher.”
Durante a entrevista, Batool descartou a ideia — popularizada nas redes sociais — de que Benjamin Netanyahu teria chantageado Trump para iniciar a guerra, ameaçando divulgar informações comprometedoras dos arquivos Jeffrey Epstein.
“A decisão de ir à guerra com o Irã foi baseada, eu diria, menos em manipulação e mais em erro de cálculo. Porque, se estamos falando de manipulação, Israel poderia ter manipulado muitos presidentes dos Estados Unidos. Poderia ter manipulado Trump em seu primeiro mandato; os arquivos Epstein ainda eram uma questão naquele momento.”
A entrevista com Batool Subeiti foi conduzida por Brian Mier e dublada por Rose Martins. Assista à íntegra na Globalistas.


