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Líder supremo do Irã cobra reparações e diz que agressões dos EUA e de Israel não ficarão impunes

Mojtaba Khamenei também afirmou que o país persa vai levar o Estreito de Ormuz a um "novo patamar"

Mulher segura imagem do novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, e do líder anterior, o aiatolá Ali Khamenei, durante cerimônia fúnebre para comandantes militares iranianos 11 de março de 2026 Majid Asgaripour/WANA via REUTERS (Foto: Majid Asgaripour)

247 - O líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, declarou nesta segunda-feira (20) que o país não deixará impunes as agressões dos Estados Unidos e de Israel. "Não deixaremos os agressores criminosos impunes. Exigiremos indenização por cada dano causado, o preço do sangue dos mártires e reparações para os feridos nesta guerra. E, sem dúvida, levaremos o Estreito de Ormuz a um novo patamar", afirmou Khamenei. As informações são da RT Brasil.

Após os ataques dos EUA e de Israel iniciados em 28 de fevereiro, o Irã bloqueou quase integralmente o Estreito de Ormuz e anunciou que nenhuma embarcação transportaria petróleo pela região. A medida gerou impacto imediato nos preços dos combustíveis no mercado internacional.

Em mais uma ofensiva, as forças estadunidenses iniciaram, na última segunda-feira (13), o bloqueio de todo o tráfego marítimo com destino aos portos iranianos ou deles proveniente. Com o acordo de trégua entre Israel e o Líbano firmado na quinta-feira (16), o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, anunciou a reabertura do Estreito de Ormuz para navios comerciais "durante o restante do período de cessar-fogo".

Na mesma ocasião, Teerã alertou que, caso o bloqueio naval estadunidense continuasse, o Irã o interpretaria como violação do acordo e voltaria a fechar a passagem. No sábado (18), o Irã restabeleceu o controle militar sobre todo o tráfego no Estreito de Ormuz, alegando reiteradas violações e atos de pirataria por parte dos EUA sob o pretexto do bloqueio naval.

Segundo fontes oficiais iranianas, a situação permanecerá sob vigilância e controle das forças do país até que Washington libere a circulação de embarcações iranianas para seus destinos e permita o fluxo recíproco de navios estrangeiros.

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