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Humberto Costa aposta em ampla maioria no Senado para aprovar fim da 6x1

Senador do PT afirma que pressão popular deve acelerar tramitação da proposta e rejeita ampliar prazo de transição da nova jornada de trabalho

Em pronunciamento, à bancada, senador Humberto Costa (Foto: Edilson Rodrigues/Agência Brasil)
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247 - O senador Humberto Costa  (PT-PE) afirmou que a proposta que acaba com a escala 6x1 e reduz a jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas deverá ter apoio expressivo no Senado. Em entrevista ao programa Brasil Agora, da TV 247, o parlamentar destacou que a pressão popular em torno do tema tende a acelerar a tramitação da matéria e dificultar qualquer tentativa de barrar ou adiar a votação.

A Proposta de Emenda Connstitucional (PEC) do fim da escala 6x1 e que reduza a jornada foi aprovada pela Câmara dos Deputados e segue para análise do Senado. Segundo Humberto Costa, a proposta aprovada pela Câmara dos Deputados conseguiu construir um consenso raro na sociedade brasileira, tornando politicamente difícil para os senadores se posicionarem contra a medida.

“Se há uma proposição que conseguiu obter um consenso da sociedade brasileira, tem sido essa proposta da mudança da escala seis por um para cinco por dois”, disse o parlamentar.

Senado deve votar proposta antes do recesso

O senador defendeu que a tramitação da proposta ocorra de forma rápida no Senado e afirmou que a expectativa é concluir a votação antes do recesso parlamentar do meio do ano.

“Isso não pode passar do início do recesso do meio do ano”, enfatizou.

A proposta aprovada pela Câmara prevê uma transição gradual para a nova jornada. Sessenta dias após a sanção, a carga horária semanal cairia de 44 para 42 horas. Depois de um ano, seria reduzida para 40 horas.

Humberto Costa afirmou que empresários já iniciaram pressão sobre o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e outros parlamentares para tentar desacelerar a tramitação.

“As pressões já começaram sobre o presidente Davi Alcolumbre, sobre os senadores”, destacou.

Mesmo assim, o petista acredita que a mobilização popular será decisiva para garantir a aprovação da proposta.

“Com a pressão que a sociedade está fazendo hoje, para mudança desse tipo de escala de trabalho, nós temos amplas condições de votar essa proposta o mais rapidamente possível”, salientou.

PT rejeita ampliar período de transição

Durante a entrevista, Humberto Costa criticou propostas defendidas por setores empresariais e parlamentares da oposição para ampliar o prazo de adaptação à nova jornada de trabalho.

Segundo ele, algumas sugestões chegaram a prever uma transição de até dez anos.

“Na verdade, estavam querendo ganhar tempo para tentar impedir que essa medida entrasse em vigor”, relatou.

O senador também afirmou que experiências internacionais demonstram ganhos de produtividade e melhoria nas condições de trabalho com a redução da jornada.

“Com a redução da jornada de trabalho, ganha-se em produtividade, ganha-se em disposição e disponibilidade do trabalhador”, frisou.

Humberto Costa afirmou ainda que o PT não pretende aceitar mudanças no cronograma aprovado pela Câmara.

“Não vamos aceitar qualquer período de transição que não seja esse”, disse.

Senador prevê forte pressão sobre parlamentares

O parlamentar afirmou acreditar que poucos senadores terão disposição para votar contra a proposta diante do apoio popular e da proximidade das eleições.

“O Senado vai ter agora a renovação de dois terços dos seus membros. Acredito que dificilmente qualquer um deles vai querer carregar durante a campanha o posicionamento de ter votado contra a escala seis por um”, lembrou.

Humberto Costa também comentou a possibilidade de tentativas de alterar o texto no Senado, mas garantiu mobilização da base governista e dos movimentos sociais.

“Estamos preparados para exercer uma pressão como nunca jamais foi vista no Senado”, reforçou.

O senador também criticou o posicionamento da extrema direita em relação ao tema e afirmou que setores conservadores tentaram impedir o avanço da proposta.

Segundo ele, os desdobramentos das investigações envolvendo o Banco Master e possíveis conexões com integrantes da família Bolsonaro tendem a aumentar o desgaste eleitoral da extrema direita.

“A cada dia que se passa, surgem novos fatos”, afirmou Humberto Costa, destacando que as explicações apresentadas até agora pelos envolvidos não convenceram a opinião pública.

“As desculpas e explicações que estão sendo dadas só têm agravado a situação”, disse o senador. “A rejeição, que já é grande ao bolsonarismo em Pernambuco, só tende a aumentar”, completou.

Para Humberto Costa, o cenário eleitoral deve se tornar mais difícil para a extrema direita nos próximos meses.

“Daqui para a eleição, a extrema-direita vai estar muito mais fragilizada do que está até agora”, concluiu.

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