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"Minha tarefa é reeleger Lula", diz Boulos ao defender governo nas ruas e disputa ideológica

Ministro da Secretaria-Geral afirma que prioridade do campo progressista é o novo mandato de Lula e aposta em participação popular e presença territorial

Lula (de azul), Guilherme Boulos (roupa branca) e outras lideranças (Foto: Ricardo Stuckert / PR)

247 - O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, afirmou que sua principal missão política é a reeleição do presidente Lula, ao defender que o governo amplie sua presença junto à população e enfrente o debate ideológico no país. A declaração foi dada em entrevista ao Barão de Itararé, que contou com a participação de jornalistas da mídia progressistas. 

A jornalista Dhayane Santos, do Brasil 247, questionou o ministro sobre os desafios do governo diante do cenário eleitoral. "O ministro Haddad disse recentemente que economia é importante mas não ganha eleição. Políticas sociais são suficientes para derrotar politicamente a extrema direita ou é preciso também uma disputa ideológica? Derrotar o bolsonarismo é uma tarefa eleitoral ou um processo social de longo prazo?", questionou a jornalista.

“Meu plano nesse ano é ajudar a reeleger o presidente Lula. Eu acho que essa é a tarefa de todo o campo de esquerda, de todo o campo progressista no Brasil”, declarou o ministro. 

Boulos defendeu o enfrentamento direto de narrativas conservadoras. “Vamos fazer o debate ideológico. Quem defende quem?”, afirmou. Mesmo reconhecendo o tamanho do desafio, demonstrou confiança. “Temos um desafio enorme esse ano (…) mas eu tô muito confiante que nós vamos sair vitoriosos dessa e garantir mais um mandato pro presidente Lula”, afirma.

Para ele, o desafio eleitoral não se limita ao Executivo. “Nós precisamos reeleger o presidente Lula e precisamos fazer uma bancada maior do que a gente tem hoje no Congresso Nacional”, acrescentou.

Boulos explicou que assumiu o cargo na Secretaria-Geral com uma diretriz clara do presidente. “Eu entrei no governo em outubro, chamado pelo presidente. E com a missão de apresentar um trabalho, de botar o governo na rua”, enfatizou. Segundo ele, a proposta é aproximar as políticas públicas da população de forma concreta. “Levar o governo para perto do povo, essa é a nossa missão”, resumiu.

O ministro citou o programa “Governo na rua” como exemplo dessa estratégia, reunindo ações de diferentes ministérios nos estados. Ele também destacou o papel da pasta na ampliação dos mecanismos de participação social. “Garantir que o povo não seja chamado só de quatro em quatro anos para poder votar, que o povo seja chamado para a política de uma maneira permanente através de instrumentos de participação popular”, disse.

Entre as iniciativas mencionadas está o chamado “orçamento do povo”. “Construir uma lógica, inclusive pedagógica, de apropriação do orçamento pelo povo”, explicou, ao defender que a sociedade compreenda e participe das decisões sobre recursos públicos.

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