'Não dá para viver bem na Argentina de Milei, que faz necropolítica e é um irresponsável’, afirma Ricardo Almeida
Ativista do Fronteras Culturales criticou os EUA e defendeu a importância de governos progressistas para a soberania da América Latina
247 - Consultor em Gestão de Projetos TIC e ativista do movimento Fronteras Culturales, Ricardo Almeida, fez duras críticas ao governo de Javier Milei nesta semana durante entrevista ao programa Giro das Onze, da TV 247. Almeida apontou os prejuízos causados pelas políticas do presidente argentino e fez um alerta contra os impactos da aliança entre o país sul-americano e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a soberania da América Latina.
Em sua análise, Almeida não poupou palavras e afirmou que o presidente argentino está conduzindo o país por meio de uma “necropolítica”. “Não dá mais para viver na Argentina”, disse o consultor, criticando a forma como o governo de Milei tem conduzido o país.
Pesquisa divulgada pela Telesur, com base em pesquisa da consultoria Zentrix, destacou a alta no descontentamento da população argentina com o governo de Milei. A desaprovação atingiu 60,6% em abril, um aumento significativo em relação aos 53,3% registrados no mês anterior.
Na entrevista, o especialista descreveu o presidente argentino como "um cara irresponsável", alertando para o aumento da revolta popular contra as políticas adotadas. “O povo argentino está se revoltando. E Milei se divertindo, indo para Israel”, completou Almeida, referindo-se à visita de Milei ao país asiático em 19 de abril, onde o presidente argentino declarou que a guerra contra o Irã era “o correto” e defendeu a transferência da embaixada argentina para Jerusalém.
A relação de Milei com Donald Trump também foi abordada por Almeida. O consultor alegou que o presidente dos Estados Unidos havia investido no apoio a Milei nas eleições, afirmando que Trump forneceu US$ 20 bilhões para ajudar Milei a vencer, mas não cumpriu com os compromissos.
Vale lembrar que, em 20 de outubro de 2025, a Argentina formalizou um acordo com os Estados Unidos para uma linha de crédito de US$ 20 bilhões, conforme anunciado pelo banco central argentino, que elevou as tensões sobre a transparência da aliança.
Resistência à hegemonia dos EUA
Além das críticas a Milei, Almeida também se pronunciou sobre a importância da integração latino-americana, destacando os esforços da Colômbia e do México em promover uma abordagem mais cooperativa na região.
O presidente colombiano, Gustavo Petro, tem se destacado por discutir questões ambientais, especialmente sobre a Amazônia, enquanto a presidenta do México, Claudia Sheinbaum, tem se focado em fortalecer a identidade cultural latino-americana, como a valorização das culturas maias.


