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Rui Falcão diz que Alcolumbre fez “declaração de guerra” ao governo Lula após derrota no Senado

Deputado critica rejeição de indicação de Jorge Messias ao STF e afirma que decisão representa ofensiva contra a democracia

Rui Falcão diz que Alcolumbre fez “declaração de guerra” ao governo Lula após derrota no Senado (Foto: © Marcelo Camargo/Agência Brasil)

247 - O deputado federal Rui Falcão (PT-SP) analisou a rejeição pelo Senado da indicação de Jorge Messias para a vaga ao Supremo Tribunal Federal (STF). O parlamentar classificou o episódio como um marco de escalada na crise política e institucional do país.

Segundo Rui Falcão, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, rompeu com o governo ao conduzir o processo que resultou na derrota. “Ele não só não é confiável e não integra a base de governo, como ele fez uma declaração de guerra ao governo”, afirmou.

Para o deputado, a decisão inaugura um momento grave na política brasileira. “Ele abriu um ciclo muito grave da história do nosso país”, disse, acrescentando que o episódio representa mais do que uma derrota pontual: “Isto equivale a uma espécie de uma destituição de um ministro”.

Rui Falcão também direcionou críticas à composição do Senado e ao papel da oposição no episódio. “É um Senado composto por uma oposição fascista e antidemocrática que tem como propósito inviabilizar o funcionamento do judiciário, conter o judiciário, asfixiar o judiciário”, declarou.

Na avaliação do parlamentar, a rejeição da indicação faz parte de uma estratégia mais ampla. “O primeiro passo é exatamente colocar um garrote na Suprema Corte”, afirmou, sugerindo que há uma tentativa deliberada de limitar a atuação do STF.


Risco de bloqueio institucional

O deputado ainda alertou para as consequências práticas da decisão, especialmente em relação à capacidade do presidente de indicar novos nomes para a Corte. “O Lula vai ficar impedido de indicar um novo candidato à Suprema Corte”, disse.

Ele também apontou uma possível motivação eleitoral por trás da movimentação. “Há um risco grande, talvez seja uma aposta da oposição inclusive de esticar a corda na pretensão de vencer com Flávio Bolsonaro e indicar esta vaga e não o presidente Lula”, afirmou.

Rui Falcão comparou a situação brasileira a um episódio da política norte-americana. Segundo ele, trata-se de uma “equivalência ao que o Trump fez quando impediu Obama de designar um substituto para uma morte que houve na Suprema Corte dos Estados Unidos”.

O deputado descreveu o momento como de alta tensão e instabilidade. “Isso coloca aqui um cenário imediato absolutamente imponderável, de muita barbárie política, de violência política, de um enfrentamento grave”, afirmou.

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