"Sabesp foi entregue ao mercado e quem paga a conta é a população", diz Paulo Fiorilo
Deputado critica privatização promovida por Tarcísio de Freitas e diz que problemas na prestação dos serviços atingem diretamente os paulistas
247 - O deputado estadual Paulo Fiorilo (PT) afirma que a privatização da Sabesp pelo governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos) transferiu para a população os custos de uma política voltada aos interesses do mercado financeiro.
Durante entrevista ao programa Brasil Agora, na TV 247, Fiorilo criticou os resultados da privatização da Sabesp e questionou os benefícios prometidos pelo governo estadual para justificar a operação.
"A Sabesp foi entregue ao mercado e quem paga a conta é a população", afirmou o parlamentar. Segundo Fiorilo, a privatização foi apresentada como uma solução para melhorar a eficiência dos serviços de saneamento e abastecimento, mas os problemas enfrentados por moradores de diversas regiões do estado continuam gerando reclamações e questionamentos.
Na avaliação do deputado petista, a gestão de Tarcísio de Freitas optou por transferir ao setor privado uma empresa estratégica para a população paulista, responsável por serviços essenciais relacionados ao abastecimento de água e ao tratamento de esgoto.
Para Fiorilo, a lógica de mercado não pode prevalecer sobre o interesse público quando se trata de um serviço fundamental para milhões de pessoas.
O parlamentar sustenta que a população esperava que as promessas de melhorias fossem concretas após a privatização, mas ainda convive com problemas operacionais, dúvidas sobre investimentos e preocupações em relação ao futuro das tarifas e da qualidade dos serviços prestados.
Desde a conclusão do processo de privatização da Sabesp, especialistas, movimentos sociais e parlamentares têm divergido sobre os resultados da medida. Enquanto o governo estadual argumenta que a operação permitirá ampliar investimentos e acelerar a universalização do saneamento, críticos afirmam que o modelo prioriza os interesses dos acionistas.
Nesse contexto, Fiorilo avalia que a população corre o risco de arcar com os custos de decisões tomadas para atender às exigências do mercado financeiro.
A Sabesp é uma das maiores companhias de saneamento da América Latina e desempenha papel estratégico no fornecimento de água e coleta de esgoto para dezenas de milhões de habitantes no estado de São Paulo.
Para Paulo Fiorilo, a discussão vai além de questões administrativas e financeiras. Segundo ele, trata-se de definir qual deve ser o papel do Estado na garantia de serviços públicos essenciais e quem deve assumir os riscos e os custos das decisões tomadas no setor de saneamento.
O deputado afirma que seguirá acompanhando os desdobramentos da privatização e cobrando transparência sobre os impactos da operação para os consumidores paulistas.



