Alcaraz vence Tommy Paul sem perder set e volta às quartas do Australian Open
Número 1 do mundo mantém campanha perfeita em Melbourne, busca semi inédita no torneio e aguarda Bublik ou De Minaur
247 – Carlos Alcaraz confirmou, mais uma vez, que o Australian Open de 2026 (ou da temporada atual, conforme informado no relato do torneio) o encontra em modo de controle total. Neste domingo, em Melbourne, o espanhol venceu o norte-americano Tommy Paul por 7/6 (8-6), 6/4 e 7/5 e seguiu sem ceder sets no caminho para as quartas de final.
A informação foi publicada pelo TenisBrasil, que destacou a campanha impecável do número 1 do mundo e o fato de o Australian Open ser o único Grand Slam ainda ausente no currículo de Alcaraz, justamente o torneio em que ele soma menos vitórias na carreira.
Quartas de novo, semi ainda como fronteira
A classificação recoloca Alcaraz nas quartas em Melbourne pela terceira vez, repetindo o desempenho das duas últimas temporadas. A diferença agora está na ambição imediata. Mesmo com a constância nas campanhas recentes, ele ainda tenta, pela primeira vez, alcançar a semifinal do Australian Open.
O próximo adversário sairá do confronto entre o cazaque Alexander Bublik e o australiano Alex de Minaur. O cenário desenha contrastes interessantes. Contra Bublik, Alcaraz nunca se enfrentou no circuito. Já diante de De Minaur, o retrospecto é perfeito. São cinco vitórias em cinco partidas, segundo os dados do próprio TenisBrasil.
Essa combinação de novidade e histórico favorável reforça o peso das quartas. Para Alcaraz, não se trata apenas de avançar mais uma rodada. Trata-se de ultrapassar uma marca específica no Slam australiano e manter intacta a narrativa de campanha “limpa”, sem sets perdidos, no momento mais delicado do torneio.
O Australian Open e a conta das vitórias nos Slams
O texto publicado indica também um dado que ajuda a dimensionar a relação de Alcaraz com cada Grand Slam. Em Melbourne, ele chegou agora à 15ª vitória. A marca é inferior às que já acumulou nos outros três majors. Em Wimbledon e no US Open, ele soma 24 triunfos em cada um. Em Roland Garros, são 25.
O contraste sugere por que o Australian Open aparece como a peça que falta no currículo. Não é apenas um título ausente. É, também, o torneio em que sua soma de vitórias ainda não alcançou o patamar dos demais, algo que o próprio desempenho recente tenta corrigir.
Um primeiro set turbulento e a virada de chave
A partida contra Tommy Paul começou com sinais de alerta para o espanhol. Alcaraz perdeu o saque logo no primeiro game e viu o rival abrir 2/0 de cara, impondo pressão antes mesmo de o número 1 encontrar ritmo.
A recuperação não veio de imediato. No quarto game, Alcaraz teve dois break-points, mas não conseguiu a devolução da quebra. O empate só se concretizou no oitavo game, quando finalmente devolveu o break e, em seguida, ainda precisou salvar um novo break-point para evitar que Paul retomasse a dianteira.
O set foi ao tiebreak, com um episódio que interrompeu o fluxo do jogo. Houve uma longa pausa quando o placar marcava 3-3, causada por um espectador que passou mal nas arquibancadas. Na retomada, Paul chegou a liderar por 5-4, mas perdeu dois pontos seguidos com o saque, cedeu o primeiro set-point e permitiu que o espanhol se aproximasse do fechamento.
Alcaraz não converteu a primeira chance, mas confirmou o set na segunda oportunidade. O detalhe é relevante. O líder do ranking oscilou, mas não se perdeu no momento decisivo. E, a partir dali, mudou a leitura do jogo.
Controle no segundo set e administração de vantagem
Depois do aperto inicial, o espanhol passou a comandar o placar com mais clareza. No segundo set, ele conseguiu a quebra no terceiro game e administrou a vantagem até o fim, fechando em 6/4 e abrindo 2 a 0 em sets.
O TenisBrasil ressaltou que essa parcial aproximou Alcaraz de sua sexta vitória em duelos contra Tommy Paul, indicando um histórico já favorável no confronto direto. Mais importante que a estatística, porém, foi a sensação de que o espanhol tinha encontrado o ponto de equilíbrio entre agressividade e segurança. O jogo deixou de ser reativo e passou a obedecer ao roteiro do favorito.
Terceiro set sem sustos e quebra no fim
No terceiro set, Tommy Paul manteve competitividade e não “esmoreceu”, como descreve o relato. Ele seguiu firme, sustentou trocas e tentou prolongar a disputa. Ainda assim, um dado do texto chama atenção. Paul não conseguiu um break-point sequer na parcial, ou seja, não ameaçou diretamente o saque de Alcaraz.
Do outro lado, o espanhol criou chances cedo. Teve três oportunidades de quebra no terceiro game, mas não as converteu naquele momento. A decisão ficou para o fim. Alcaraz obteve a quebra decisiva no 11º e penúltimo game e, depois, sacou para fechar o jogo em 7/5.
A dinâmica do set final reforça a leitura de maturidade competitiva. Mesmo sem transformar oportunidades iniciais, o número 1 não permitiu que a partida escapasse para uma zona de risco. Ele manteve o serviço protegido, pressionou no momento certo e fechou em três sets, preservando energia para o mata-mata que começa a afunilar.
O que vem pela frente em Melbourne
Com a vaga garantida, Alcaraz segue no torneio sem perder set e com a missão de romper a barreira das quartas no Australian Open. O próximo capítulo depende do resultado entre Bublik e De Minaur.
Qualquer que seja o adversário, a mensagem que fica do domingo em Melbourne é clara. Alcaraz passou pelo teste mais incômodo da partida, resistiu à pressão no tiebreak, encontrou consistência no saque e encerrou o duelo com autoridade no fim do terceiro set. Para um jogador que mira uma semi inédita no Slam australiano, a combinação entre eficiência e capacidade de ajuste pode ser o diferencial no momento mais exigente do torneio.


