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Djokovic estreia em Wall Street como assessor global da General Atlantic

Tenista sérvio se une à gestora de US$ 126 bilhões para ampliar investimentos em esporte, saúde, bem-estar e tecnologia esportiva

Tênis - Aberto da França - Roland Garros, Paris, França - 23 de maio de 2026. O sérvio Novak Djokovic durante o treino antes do Aberto da França. (Foto: REUTERS/Stephane Mahe)
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247 – Novak Djokovic, campeão de 24 títulos de Grand Slam e um dos maiores nomes da história do tênis, acaba de dar um novo passo fora das quadras. Segundo informações publicadas pelo Valor, o tenista sérvio passou a integrar a General Atlantic, uma das maiores gestoras globais de investimentos, como assessor estratégico global.

A chegada de Djokovic à empresa reforça a aproximação cada vez maior entre esporte de alto rendimento, capital privado, tecnologia esportiva, saúde e bem-estar. A General Atlantic administra US$ 126 bilhões e busca ampliar sua atuação em setores ligados ao esporte, área em que o tenista construiu uma das carreiras mais vitoriosas da história.

“Esta é a primeira parceria desse tipo para mim”, disse Djokovic, de 39 anos, em entrevista concedida em Wimbledon, onde busca seu 25º título de Grand Slam. “Gosto de romper padrões, de desafiar o status quo dentro e fora das quadras e procuro pessoas que pensem da mesma forma.”

Parceria estratégica com a General Atlantic

No novo cargo, Djokovic trabalhará em estreita colaboração com a liderança da General Atlantic, empresas do portfólio e investidores da gestora. O CEO da companhia, Bill Ford, conheceu o tenista sérvio por meio de um empreendedor antes de Roland Garros de 2023, torneio que Djokovic venceria.

“Juntos, seremos muito eficazes no lado dos investimentos”, afirmou Ford. “Ele tem fluxo de negócios, nós temos fluxo de negócios, ele tem alguns relacionamentos únicos.”

A gestora pretende aproveitar a rede global de contatos de Djokovic para identificar oportunidades especialmente nos segmentos de saúde, bem-estar e tecnologia esportiva. O próprio tenista atribui parte de sua longevidade no topo do tênis mundial à disciplina alimentar, à dieta sem glúten e a uma rotina rigorosa de preparação física.

Esporte, tecnologia e bem-estar no centro da estratégia

“Essa é justamente uma das áreas que mais espero explorar com Bill e a General Atlantic”, disse Djokovic. Segundo ele, há “oportunidades muito atraentes em tecnologia esportiva, no segmento de bem-estar; saúde é algo com que me importo profundamente”.

A General Atlantic já possui investimentos relevantes no setor esportivo. A gestora detém participação no Grupo Águilas, proprietário do Club América, da Cidade do México, e do histórico Estádio Azteca. Em 2024, também investiu na LiveMode, agência brasileira de mídia e marketing esportivo responsável por direitos comerciais e de transmissão de grandes entidades, incluindo FIFA e UEFA.

A empresa também tem participação em marcas como Vuori e Gymshark, ligadas ao universo de roupas esportivas, além da rede Joe & the Juice, da qual Djokovic é embaixador.

Tênis entra na rota do capital privado

A ida de Djokovic para a General Atlantic ocorre em um momento de crescente interesse de fundos de private equity pelo esporte. No tênis, gestoras como CVC Capital Partners, Blue Owl Capital e EQT vêm investindo em circuitos, torneios e patrocínios de atletas.

Conhecida por investimentos em empresas como Facebook e Uber, a General Atlantic também pretende ampliar sua presença no tênis. Segundo Bill Ford, Djokovic tem “opiniões muito fortes sobre como o tênis profissional pode ser remodelado, e acredito que haverá oportunidades nessa área”.

Djokovic admite parceria com Federer e Nadal

O sérvio também afirmou que estaria aberto a unir forças com antigos rivais, como Roger Federer e Rafael Nadal, em projetos de investimento de grande impacto.

“É claro que estou sempre aberto a fazer negócios e colaborar com eles”, disse Djokovic. “Gosto da ideia de, no futuro, nos unirmos e, possivelmente, fazermos algo juntos.”

A movimentação mostra que Djokovic busca consolidar, fora das quadras, uma atuação compatível com a dimensão de sua carreira esportiva. Ao se associar à General Atlantic, o tenista passa a atuar diretamente em uma fronteira cada vez mais estratégica da economia global: a transformação do esporte em plataforma de negócios, tecnologia, saúde e influência internacional.

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