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Enviado de Trump para tentar marmelada na Copa é ex da modelo brasileira Amanda Ungaro

Paolo Zampolli é acusado pela brasileira de aliciamento de menores; Ele negocia com a Fifa para substituir o Irã pela Itália na Copa do Mundo

Paulo Zampolli e Amanda Ungaro (Foto: Redes sociais)

247 - O empresário ítalo-americano Paolo Zampolli foi enviado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para enviar uma proposta à Fifa para substituir o Irã pela Itália na Copa do Mundo. Zampolli é o ex-companheiro de Amanda Ungaro, modelo brasileira que expôs ligações entre Trump e o financista Jeffrey Epstein.

Em entrevista recente, Amanda afirmou que Zampolli atuava como recrutador de jovens para Epstein. "Eu tinha 15 anos. Posso afirmar que, desde esse primeiro encontro, Paolo Zampolli começou a me assediar em uma tentativa de iniciar uma relação íntima", afirmou. Na mesma entrevista, ela fez uma acusação direta: "Ele era um recrutador de garotas para Jeffrey Epstein".

Em entrevista ao Financial Times, Zampolli confirmou que foi enviado por Trump para negociar com o presidente da Fifa, Gianni Infantino. “Confirmo que sugeri a Trump e a Infantino que a Itália substitua o Irã na Copa do Mundo. Sou italiano de origem e seria um sonho ver a Azzurra em um torneio sediado nos Estados Unidos. Com quatro títulos, eles têm o histórico necessário para justificar a inclusão”, afirmou.

A proposta surge após a Itália não conseguir vaga para o torneio, que será sediado por Estados Unidos, México e Canadá. A eliminação ocorreu após derrota para a Bósnia e Herzegovina em um playoff decisivo, resultado que gerou forte repercussão interna e levou à renúncia do presidente da Federação Italiana de Futebol.

Em março, autoridades iranianas chegaram a indicar que poderiam não participar da Copa após ataques aéreos realizados pelos Estados Unidos e por Israel, que resultaram na morte do líder do país e de outras autoridades. Na ocasião, também foi sugerida a possibilidade de disputar jogos no Canadá ou no México, alternativa rejeitada pela Fifa.

Trump declarou anteriormente que os jogadores iranianos seriam “bem-vindos” nos Estados Unidos, mas também afirmou que a presença poderia ser “inadequada e potencialmente perigosa”.

A Fifa evitou comentar diretamente a proposta, mas reforçou o posicionamento já manifestado por seu presidente. Em conferência realizada em Washington, Gianni Infantino afirmou: “A seleção iraniana virá, com certeza”. Ele acrescentou: “Esperamos que até lá, claro, a situação seja pacífica. Isso certamente ajudaria. Mas o Irã precisa vir se quiser representar seu povo. Eles se classificaram... Eles realmente querem jogar, e devem jogar”.

A entidade também sinalizou apoio à seleção iraniana. Após encontro com a equipe em março, na Turquia, Infantino declarou que a Fifa irá “apoiar a equipe para garantir as melhores condições possíveis enquanto se prepara para a Copa do Mundo”.

As regras da Fifa estabelecem que a organização possui “discrição exclusiva” para decidir sobre eventuais substituições em caso de desistência de uma seleção. “A Fifa pode decidir substituir a associação participante em questão por outra associação”, diz o regulamento. A entidade já utilizou esse tipo de prerrogativa anteriormente, como na inclusão do Inter Miami no Mundial de Clubes.

O episódio também reflete tensões políticas entre Estados Unidos e Itália. Giorgia Meloni, considerada uma das principais aliadas europeias de Trump, foi criticada publicamente pelo presidente após condenar declarações feitas por ele contra o papa Leão XIV. Trump também demonstrou insatisfação com a decisão italiana de não permitir o uso de uma base militar na Sicília para operações relacionadas ao Irã.

No cenário interno italiano, o tema também gera repercussão. A população, em grande parte contrária ao conflito, enfrenta impactos econômicos com a alta nos preços de combustíveis e alimentos, o que aumenta a pressão sobre o governo de Meloni.

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