Guerra de Trump e Netanyahu contra Irã provoca cancelamento de Grandes Prêmios do Bahrein e da Arábia Saudita
Decisão motivada pela escalada de tensões no Oriente Médio reduz temporada de 2026 para 22 corridas e deixa abril sem provas no calendário
247 - A Fórmula 1 anunciou o cancelamento dos Grandes Prêmios do Bahrein e da Arábia Saudita que estavam programados para abril de 2026. A decisão decorre da intensificação da guerra desencadeada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã que afeta a segurança e a logística na região.
Segundo reportagem da agência Reuters, não haverá substituição das duas etapas no calendário do próximo mês. Com isso, a temporada de 2026 passará de 24 para 22 corridas, deixando abril sem provas.O circuito de Sakhir, no Bahrein, deveria sediar a quarta etapa da temporada em 12 de abril. Já o circuito urbano de Jeddah Corniche, na Arábia Saudita, receberia a corrida no fim de semana seguinte. Ambas as provas costumam ocorrer à noite, sob iluminação artificial.
A decisão foi tomada após avaliação das condições de segurança e da escalada de hostilidades na região. Ataques dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, bem como lançamentos de drones e mísseis iranianos que atingiram capitais do Oriente Médio, incluindo Manama, capital do Bahrein, aumentaram o risco para equipes e profissionais da categoria.
O aeroporto de Manama e outros terminais da região foram fechados, enquanto o Irã ameaçou bloquear o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas comerciais do mundo. Além disso, a logística da competição também foi impactada: o prazo para envio de equipamentos para o Bahrein estava previsto para 20 de março, o que tornava inviável a manutenção do cronograma diante da situação.O presidente executivo da Fórmula 1, Stefano Domenicali, afirmou que a medida foi necessária diante do cenário geopolítico atual.
“Embora tenha sido uma decisão difícil de tomar, infelizmente é a decisão correta neste momento, considerando a situação atual no Oriente Médio”, declarou.
A Federação Internacional de Automobilismo (FIA), responsável pela regulamentação do esporte, informou que outras alternativas foram analisadas antes da definição de deixar o mês de abril sem corridas. A decisão foi tomada em conjunto com a Fórmula 1, promotores locais e federações nacionais ligadas à entidade.
O presidente da FIA, Mohammed Ben Sulayem, destacou que a prioridade da organização é garantir a segurança de todos os envolvidos no campeonato.“A FIA sempre colocará a segurança e o bem-estar de nossa comunidade e colegas em primeiro lugar”, afirmou. “Após cuidadosa consideração, tomamos esta decisão com essa responsabilidade firmemente em mente. Continuamos esperando por calma, segurança e um rápido retorno à estabilidade na região”, acrescentou.
Ele também ressaltou a importância dos dois países para o campeonato.
“Bahrein e Arábia Saudita são incrivelmente importantes para o ecossistema de nossa temporada de corridas e espero retornar a ambos assim que as circunstâncias permitirem.”
As categorias de base Fórmula 2, Fórmula 3 e a F1 Academy, campeonato feminino ligado à categoria principal, também tiveram suas etapas no Oriente Médio canceladas.
Impacto no calendário e nas equipes
Com o cancelamento das provas, o calendário terá uma pausa de aproximadamente cinco semanas entre o Grande Prêmio do Japão, marcado para 29 de março, e a etapa seguinte em Miami, prevista para 3 de maio.Para algumas equipes, esse intervalo maior pode ser útil para desenvolvimento técnico. Escuderias como a Aston Martin, que enfrentam dificuldades no início da temporada, poderão aproveitar o período para aprimorar seus carros.
Corridas estratégicas para a Fórmula 1
Os GPs do Bahrein e da Arábia Saudita têm peso relevante nas finanças da categoria. As taxas de hospedagem pagas pelos países anfitriões estão entre as mais altas do calendário.
Somente o Bahrein paga cerca de US$ 45 milhões por ano para sediar a corrida, enquanto a taxa da Arábia Saudita tende a ser ainda maior. Além disso, ambos os países têm forte participação econômica na Fórmula 1: o fundo soberano Mumtalakat, do Bahrein, é proprietário da equipe McLaren, atual campeã, e a petrolífera saudita Aramco é patrocinadora principal da Aston Martin.Este é o segundo cancelamento do GP do Bahrein na história da Fórmula 1. Em 2011, a corrida também foi suspensa devido a protestos e instabilidade política no país.Já a etapa de Jeddah enfrentou questionamentos de segurança em 2022, quando ataques com drones e mísseis reivindicados por rebeldes houthis do Iêmen atingiram uma instalação petrolífera próxima ao circuito. Na ocasião, a prova foi realizada após garantias de segurança às equipes.O ministro dos Esportes da Arábia Saudita, príncipe Abdulaziz Bin Turki Al-Faisal, afirmou que o país respeita a decisão da Fórmula 1 e da FIA.“Respeitamos a decisão da FIA e da Fórmula 1 de não realizar a corrida no momento programado”, disse, segundo a agência estatal saudita SPA. “Reafirmamos à comunidade esportiva internacional que o Reino estava totalmente preparado para sediar esta corrida, que já recebeu com sucesso e distinção em cinco ocasiões.”
Apesar do cancelamento, a organização do campeonato não descartou completamente a possibilidade de remarcar as provas para o fim do ano, embora fontes ouvidas pela Reuters indiquem que dificuldades logísticas e climáticas tornam essa alternativa pouco provável.
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