"Realmente não me importa", diz Trump sobre participação do Irã na Copa do Mundo
Seleção do país persa foi a única ausente da cúpula da FIFA em Atlanta
Reuters – O presidente Donald Trump disse nesta terça-feira (3) que não se importa se o Irã participará da Copa do Mundo de futebol deste verão, que será organizada conjuntamente pelos Estados Unidos, México e Canadá.
"Realmente não me importa. Acho que o Irã é um país muito derrotado. Eles estão funcionando com o que resta", afirmou Trump à Politico.
O Irã foi a única nação ausente de uma cúpula de planejamento da FIFA para participantes da Copa do Mundo realizada nesta semana em Atlanta, levantando ainda mais dúvidas sobre se a seleção iraniana competirá em solo estadunidense neste verão, em meio à escalada da guerra regional.
A entidade máxima do futebol, a FIFA, não respondeu imediatamente ao pedido de comentário da Reuters.
Mehdi Taj, presidente da Federação de Futebol da República Islâmica do Irã, afirmou que a violência dos ataques das forças estadunidenses e israelenses não é um bom presságio para a Copa do Mundo, que será disputada de 11 de junho a 19 de julho.
O Irã garantiu a participação na quarta Copa do Mundo consecutiva ao terminar em primeiro no Grupo A na terceira fase das eliminatórias asiáticas no ano passado.
Os iranianos foram sorteados no Grupo G, ao lado de Bélgica, Egito e Nova Zelândia. Seus jogos estão programados para ocorrer nos Estados Unidos, dois em Los Angeles e um em Seattle.
Caso tanto os Estados Unidos quanto o Irã terminem em segundo lugar em seus respectivos grupos, os dois países poderiam se enfrentar em uma partida eliminatória no dia 3 de julho, em Dallas.
O Irã é uma das duas nações participantes sujeitas à restritiva proibição de viagens de Trump, decretada por ordem executiva em junho do ano passado, segundo a Politico. Embora a proibição contemple exceções para equipes e pessoal de apoio da Copa, decisões sobre vistos para outros — incluindo autoridades governamentais ou executivos de empresas patrocinadoras — ficam a cargo do Departamento de Estado, caso a caso.
Andrew Giuliani, diretor da Força-Tarefa da Casa Branca para a Copa do Mundo da FIFA, disse em entrevista em janeiro, em Colorado Springs, que preocupações com segurança moldariam a abordagem da administração em relação às exceções à proibição de viagens.
Em declaração à Politico nesta terça-feira, Giuliani acrescentou: "A ação decisiva do presidente Trump para eliminar o aiatolá, o patrocinador estatal do terrorismo mais notório da minha vida, remove uma grande ameaça desestabilizadora e ajudará a proteger pessoas em todo o mundo, incluindo estadunidenses e os milhões que planejam assistir à Copa do Mundo de 2026 nos Estados Unidos".
Na era moderna, nenhuma equipe que se classificou deixou de participar da fase final da Copa do Mundo. O Irã quase certamente seria substituído caso se retirasse do torneio.


