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Russa Mirra Andreeva conquista Roland Garros aos 19 anos

Russa vence a polonesa Maja Chwalinska na final em Paris e se torna a campeã mais jovem do torneio desde Monica Seles

Mirra Andreeva (Foto: REUTERS/Guglielmo Mangiapane)
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247 - A russa Mirra Andreeva conquistou neste sábado (6) o primeiro título de Grand Slam da carreira ao vencer a polonesa Maja Chwalinska na final de Roland Garros. A tenista de 19 anos superou a rival por 2 sets a 0, com parciais de 6/3 e 6/2, em 1h22 de partida, e confirmou sua ascensão entre os principais nomes do circuito mundial.

Atual número 8 do ranking da WTA, Andreeva alcança um marco histórico ao se tornar a campeã mais jovem de Roland Garros desde a norte-americana Monica Seles, que venceu o torneio parisiense pela primeira vez em 1990, aos 16 anos. A conquista também encerra um jejum de títulos de Grand Slam para o tênis feminino russo, que não celebrava uma campeã em um dos quatro principais torneios do circuito desde Maria Sharapova, vencedora em Paris em 2014.

A campanha da jovem tenista em Roland Garros foi marcada por consistência e autoridade. Na decisão, ela enfrentou uma das grandes surpresas da competição. Chwalinska, número 114 do mundo, havia chegado à final após uma impressionante sequência de nove vitórias consecutivas iniciada ainda no qualifying, tornando-se apenas a segunda jogadora da Era Aberta a alcançar uma final de Grand Slam vinda da fase classificatória, feito registrado anteriormente apenas por Emma Raducanu no US Open de 2021.

Apesar do apoio expressivo da torcida polonesa nas arquibancadas, Chwalinska encontrou dificuldades para repetir o nível apresentado ao longo do torneio. Seus característicos drop shots e variações de ritmo perderam eficiência diante da solidez dos golpes de fundo de Andreeva, que assumiu o controle do confronto à medida que a partida avançava.

O primeiro set foi marcado pelo nervosismo das duas atletas. As quebras de saque se sucederam nos games iniciais, refletindo a pressão de uma final de Grand Slam. O equilíbrio permaneceu até o placar de 3 a 3, quando Andreeva passou a imprimir mais profundidade e potência em suas devoluções, forçando erros da adversária.

A russa conseguiu a quebra para abrir vantagem em 4 a 3, confirmou o serviço na sequência e fechou a parcial em 6 a 3. No segundo set, a superioridade ficou ainda mais evidente. Andreeva quebrou o saque da polonesa logo no início e abriu rapidamente 4 a 0, encaminhando o triunfo.

Chwalinska ainda esboçou uma reação ao recuperar uma quebra e diminuir a diferença no placar, mas não conseguiu conter o domínio da adversária. A russa fechou a partida com uma devolução vencedora de backhand cruzado, assegurando o título mais importante de sua carreira.

Com a conquista, Andreeva torna-se também a primeira adolescente a levantar a Taça Suzanne Lenglen desde a polonesa Iga Swiatek, campeã em 2020.

Campanha de Mirra Andreeva em Roland Garros 2026

Primeira rodada

  • Fiona Ferro (França) – 6/3 e 6/3

Segunda rodada

  • Marina Bassols Ribera (Espanha) – 3/6, 6/1 e 6/1

Terceira rodada

  • Marie Bouzkova (República Tcheca) – 6/4 e 6/2

Oitavas de final

  • Jil Teichmann (Suíça) – 6/3 e 6/2

Quartas de final

  • Sorana Cirstea (Romênia) – 6/0 e 6/3

Semifinal

  • Marta Kostyuk (Ucrânia) – 6/1 e 6/3

Final

  • Maja Chwalinska (Polônia) – 6/3 e 6/2

Ascensão meteórica no circuito

Natural de Krasnoiarsk, na Rússia, Mirra Andreeva iniciou sua trajetória profissional em 2022 e rapidamente se destacou entre as principais promessas do tênis mundial.

Em 2023, chamou atenção ao alcançar a terceira rodada de Roland Garros em sua estreia na chave principal de um Grand Slam e, semanas depois, chegou à quarta rodada de Wimbledon. No ano seguinte, avançou até as semifinais de Roland Garros e conquistou a medalha de prata nas duplas femininas dos Jogos Olímpicos de Paris, atuando ao lado de Diana Shnaider.

Seu crescimento continuou em 2025, quando venceu o torneio de Dubai e se tornou a mais jovem campeã de um evento WTA 1000. Na sequência, derrotou a então número 1 do mundo, Aryna Sabalenka, para conquistar o título de Indian Wells.

Já em 2026, levantou os troféus de Linz e Adelaide, alcançou a final do WTA de Madri e agora adiciona Roland Garros à sua coleção de conquistas, consolidando-se definitivamente entre as protagonistas da nova geração do tênis feminino mundial.

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