Tribunal argentino agenda novo julgamento da morte de Maradona para 14 de abril
Cerca de 40 testemunhas, incluindo filhas e ex-companheira do jogador, deporão novamente no processo
247 - O tribunal argentino anunciou nesta quarta-feira (11) que o novo julgamento sobre a morte de Diego Maradona será iniciado em 14 de abril. O processo avaliará a responsabilidade de médicos, psiquiatras, psicólogos e outros profissionais que acompanharam o ex-jogador durante seu tratamento domiciliar em Buenos Aires, após cirurgia cerebral. Maradona morreu em novembro de 2020, aos 60 anos.
Segundo a AFP, o primeiro julgamento, iniciado em 2025, foi declarado nulo após dois meses de audiências. A anulação ocorreu em meio a um escândalo que levou à destituição de um juiz que havia permitido a filmagem de um documentário durante o processo.
Acusados e próximos passos
No novo julgamento, cerca de 40 testemunhas prestarão depoimento novamente, incluindo as filhas do astro, Dalma, Gianinna e Jana Maradona, além de sua ex-companheira e mãe de sua filha mais nova, Verónica Ojeda. O cronograma foi reajustado e as audiências ocorrerão duas vezes por semana, com quase cem testemunhas previstas.
O tribunal argentino não detalhou a duração total do julgamento, mas confirmou que o objetivo é avaliar se houve homicídio doloso, ou seja, se os profissionais médicos tinham consciência de que suas condutas poderiam provocar a morte de Maradona. O adiamento se deu em função de ajustes no calendário das audiências.
Entre os acusados estão o médico Leopoldo Luque e a psiquiatra Agustina Cosachov, que deverão responder pelos atos durante o período de confinamento do jogador. A morte de Maradona gerou grande comoção na Argentina e internacionalmente, com fãs e familiares buscando respostas sobre a atuação da equipe médica que acompanhava o ídolo durante seu tratamento domiciliar após a cirurgia.

