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Acre exonera servidor ligado a adolescente de ataque em escola

A Polícia Civil apreendeu o adolescente e mantém a investigação. O celular do garoto segue sob análise pericial

Local onde houve ataque a tiros no Acre (Foto: Sergio Vale/Reuters)

247 - O governo do Acre desligou do cargo comissionado o padrasto do adolescente de 13 anos apreendido pelo ataque armado no Instituto São José, em Rio Branco (AC), que deixou duas funcionárias mortas e outras pessoas feridas. As informações são da Folha de S.Paulo e ganharam repercussão após a publicação da exoneração em edição extra do Diário Oficial do Estado.

O homem era proprietário da pistola usada no atentado registrado na terça-feira (5). A Polícia Civil apreendeu o adolescente e mantém a investigação para esclarecer a motivação do crime, enquanto o celular do garoto segue sob análise pericial.

O ataque ocorreu dentro da unidade de ensino na capital acreana e provocou uma grande mobilização das forças de segurança e equipes médicas. Além das duas mortes, uma criança de 11 anos e uma servidora ficaram feridas durante a ação.

A defesa do padrasto afirmou que o adolescente teve acesso à arma de maneira indevida e sem qualquer autorização. Em nota, os advogados sustentaram que o investigado “não teve qualquer participação, incentivo ou anuência” nos atos praticados pelo enteado.

Ainda conforme os defensores, o homem procurou espontaneamente as autoridades após tomar conhecimento do caso e colaborou com os investigadores desde o início da apuração.

A Polícia Civil informou que registrou um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) contra o padrasto do adolescente. Ele foi levado para prestar depoimento ainda na terça-feira, passou por interrogatório e acabou liberado em seguida.

As autoridades também confirmaram que o adolescente permanece apreendido enquanto diferentes linhas investigativas tentam identificar os fatores que levaram ao ataque.

Entre os feridos, uma criança de 11 anos recebeu atendimento psicológico e médico após ser atingida na perna. De acordo com informações divulgadas pelas autoridades, ela não apresentou fraturas nem sangramento ativo e deixou o hospital depois da retirada do projétil.

Uma servidora baleada durante o atentado também recebeu alta hospitalar. Ela deverá passar por um procedimento cirúrgico ambulatorial já programado pela equipe médica.

O caso ampliou o debate sobre acesso de menores a armas de fogo e segurança no ambiente escolar, enquanto as autoridades do Acre seguem reunindo provas e ouvindo testemunhas para concluir o inquérito.

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