Fim do mistério do passaporte: autoridades explicam como Eliza Samudio saiu da Europa
O passaporte agora recuperado apresenta registros de entrada em Portugal no ano de 2007
247 - A recente localização do passaporte de Eliza Samudio em solo europeu trouxe novos detalhes sobre o período em que a modelo viveu no exterior. Segundo informações apuradas pelo portal Metrópoles, o Consulado-Geral do Brasil em Lisboa confirmou o recebimento do documento na última sexta-feira (2). O item, que estava extraviado desde 2007, encerra uma lacuna cronológica sobre a movimentação da jovem anos antes do crime que chocou o país.
Diferente do que especulações iniciais sugeriam, a ausência do documento não impediu o retorno de Eliza ao seu país de origem. De acordo com fontes do Itamaraty, ela conseguiu deixar Portugal em 2 de novembro de 2007 utilizando uma Autorização de Retorno ao Brasil (ARB). Este mecanismo é um documento de viagem emergencial emitido por repartições consulares para cidadãos brasileiros que, por motivo de perda ou furto, encontram-se desprovidos de passaporte em território estrangeiro. Ao desembarcar, a ARB foi devidamente recolhida pela Polícia Federal ainda no aeroporto.
O passaporte agora recuperado apresenta registros de entrada em Portugal no ano de 2007, mas carece de anotações formais de saída, justamente por ter sido perdido pela modelo na época. Expedido em maio de 2006, o livrete teve sua validade expirada em maio de 2011. Em nota oficial, o órgão diplomático detalhou os procedimentos atuais: “O Consulado-Geral do Brasil em Lisboa informa que recebeu o passaporte em questão na sexta-feira, dia 2. No mesmo dia, realizou consulta oficial ao Itamaraty em Brasília sobre qual destinação dar ao documento e aguarda resposta.”
A destinação final do item já está traçada pelas normas de segurança do Estado brasileiro. Por ser um documento de propriedade da União e possuir alto valor de negociação no mercado paralelo de falsificações, o passaporte será encaminhado ao Brasil para destruição total por incineração. As autoridades reforçam que este é o protocolo padrão para evitar o uso indevido de documentos de identidade de cidadãos já falecidos ou com validade vencida.
O caso Eliza Samudio permanece como um dos episódios mais dramáticos da crônica policial brasileira. Assassinada em 2010, a modelo teve sua vida interrompida em um crime que resultou na condenação do ex-goleiro Bruno Fernandes por homicídio e ocultação de cadáver. Embora o passaporte agora localizado ajude a reconstruir os passos da jovem em 2007, o paradeiro de seus restos mortais continua sendo um mistério que perdura por mais de uma década.


