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Irmão de Eliza Samudio se pronuncia após passaporte ser encontrado

Diante da repercussão, Arlie Moura, de 27 anos, irmão caçula de Eliza Samudio, se pronunciou publicamente

Eliza Samudio (Foto: Reprodução)

247 - O nome de Eliza Samudio, assassinada em 2010, voltou ao centro das atenções nesta segunda-feira (5) após a divulgação de que um passaporte em nome da modelo teria sido encontrado em uma casa em Portugal. A informação gerou uma onda de especulações nas redes sociais, incluindo teorias de que ela poderia estar viva.

Diante da repercussão, Arlie Moura, de 27 anos, irmão caçula de Eliza Samudio, se pronunciou publicamente. Em entrevista, ele afirmou que o episódio trouxe novamente à tona um período doloroso para a família. As declarações foram dadas ao jornal O Tempo.

Segundo Arlie, o surgimento do documento causou impacto emocional. “Deu uma balançada de novo”, afirmou. Ele confirmou que o passaporte pertence, de fato, à irmã, mas ressaltou que a situação precisa ser apurada pelas autoridades. “Mas o passaporte é da Eliza. Agora é preciso investigar se ele foi perdido, se houve roubo, o que aconteceu em relação a isso”, disse.

O irmão da modelo também destacou que ainda não há explicação para o fato de o documento ter sido encontrado em um imóvel alugado na Europa. “O motivo de ele estar guardado naquela casa e só agora ser divulgado também precisa ser apurado”, declarou, reforçando a necessidade de uma investigação detalhada antes de qualquer conclusão.

Apesar das especulações que circulam nas redes sociais, Arlie afirmou não acreditar que Eliza Samudio esteja viva. Para ele, as investigações conduzidas à época do crime, que apontaram o envolvimento do ex-goleiro Bruno Fernandes, são consistentes. Segundo Arlie, os elementos reunidos pela polícia ao longo do processo foram “convincentes”.

Ainda assim, ele afirmou que a família aguarda um posicionamento oficial das autoridades sobre o achado do passaporte. “Seria bom se realmente ela estivesse viva, mas temos que esperar para saber o que aconteceu, aguardar as autoridades darem esse veredito pra gente. A gente torce, mas, pelos fatos que foram passados na época, acho difícil de ser verdade”, afirmou.

Na entrevista, Arlie também relembrou a relação com a irmã e contou que conviveu pouco com Eliza. Eles moraram juntos em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, quando ele ainda era bebê e ela tinha 14 anos. Posteriormente, Eliza se mudou para Foz do Iguaçu, no Paraná, para viver com o pai.“A gente perdeu contato quando ela veio para São Paulo, por volta de 2008 ou 2009. Foi a última vez que tenho recordação de a gente se encontrar”, disse. Pouco tempo depois, em 2010, Eliza Samudio desapareceu e teve sua morte confirmada no curso das investigações, em um dos casos criminais de maior repercussão do país.

O achado do passaporte agora deverá ser analisado pelas autoridades competentes, enquanto familiares e investigadores buscam esclarecer como o documento foi parar fora do Brasil tantos anos após o crime.

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