Itumbiara: mãe não consegue enterrar seu filho após ser hostilizada durante enterro
Thales Naves Alves Machado, de 40 anos, atirou contra os dois filhos e, em seguida, tirou a própria vida
247 - O sepultamento de Miguel, uma das crianças mortas pelo pai, foi marcado por relatos de ameaças e clima de tensão nesta quinta-feira (12), em Itumbiara, no sul de Goiás. Testemunhas afirmaram que a mãe do menino, Sarah Araújo, deixou o cemitério antes do fim da cerimônia por receio de agressões e chegou ao local sob escolta, com um esquema para reduzir a exposição.
As informações foram publicadas inicialmente pelo Mais Goiás. Segundo os relatos colhidos pelos veículos, pessoas que preferiram não se identificar disseram que houve intimidação durante o velório e o enterro, o que teria motivado a saída antecipada da mãe por questões de segurança.
De acordo com as mesmas fontes, a chegada dela ao cemitério ocorreu com acompanhamento e planejamento para evitar contato com o público, com o veículo parando próximo ao local do sepultamento. O cortejo fúnebre saiu por volta das 17h50, acompanhado por familiares e amigos, em meio a um ambiente descrito como tenso.
O caso está sob investigação da Polícia Civil de Goiás. A corporação apura as circunstâncias das ameaças e também as responsabilidades pelo crime que vitimou as duas crianças. A mãe passou a ser alvo de ataques nas redes sociais após o episódio, segundo pessoas próximas à família.
A tragédia ocorreu na noite de quarta-feira (11), quando o então secretário de Governo do município, Thales Naves Alves Machado, de 40 anos, atirou contra os dois filhos e, em seguida, tirou a própria vida. O mais velho, de 12 anos, morreu no local. O mais novo, de 8, foi socorrido, passou por cirurgia, mas não resistiu aos ferimentos.


