Veja o momento em que enfermeiro apontado como serial Killer aplica desinfetante em veia de paciente (vídeo)
Câmeras de segurança mostram aplicação de substância letal em hospital de Taguatinga
247 - Imagens de câmeras de segurança revelam o momento em que técnicos de enfermagem aplicam substâncias letais em pacientes internados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Anchieta, em Taguatinga, no Distrito Federal. Os registros fazem parte da investigação que apura a morte de ao menos três pessoas dentro da unidade hospitalar entre novembro e dezembro do ano passado.
A reportagem foi divulgada pelo portal Metrópoles. Os vídeos mostram o técnico de enfermagem Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, de 24 anos, utilizando o login de uma médica que não estava de plantão para prescrever uma substância considerada letal.
Em seguida, ele aparece retirando o medicamento na farmácia do hospital e aplicando injeções intravenosas em pacientes internados na UTI. Em uma das gravações, Marcos administra a substância e, logo depois, observa à distância enquanto a equipe médica tenta reanimar a vítima por meio de manobras de ressuscitação. Segundo a investigação, em ao menos um dos casos o técnico teria aplicado um produto desinfetante por via intravenosa cerca de dez vezes no mesmo paciente.
As imagens também identificam a participação da técnica de enfermagem Marcela Camilly Alves da Silva, de 22 anos. Ela aparece manuseando a substância letal na farmácia da unidade, acondicionada em um pacote de cor laranja. Outra técnica, Amanda Rodrigues de Sousa, também foi presa por envolvimento direto nos crimes.
De acordo com a apuração policial, duas das mortes ocorreram no dia 17 de novembro, enquanto a terceira foi registrada em 1º de dezembro. As vítimas, segundo investigadores, apresentavam sinais de melhora clínica antes de receberem as substâncias aplicadas pelos técnicos.
Ao todo, três técnicos de enfermagem foram presos preventivamente, acusados de homicídio doloso qualificado. Além deles, uma quarta profissional da área da enfermagem também responde ao processo criminal, embora não tenha sido presa até o momento.
O caso causou forte repercussão no Distrito Federal e levou entidades da área da saúde a cobrarem mais rigor na fiscalização de rotinas hospitalares. O Conselho Regional de Enfermagem solicitou acesso ao inquérito para acompanhar as investigações e avaliar eventuais falhas nos protocolos internos do hospital.
A Polícia Civil segue analisando as imagens, prontuários médicos e depoimentos de funcionários para esclarecer a dinâmica dos crimes e verificar se há outras possíveis vítimas. O Hospital Anchieta informou que colaborou com as autoridades desde a denúncia inicial e reforçou que adotou medidas administrativas após a descoberta do esquema.


