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Chanceler da China anuncia que Grupo de Amigos da Governança Global formou consenso em cinco pontos

Reunião na ONU reforçou defesa do multilateralismo, da Carta das Nações Unidas e da reforma da governança global, segundo Wang Yi

Wang Yi (Foto: Captura de tela/Vídeo/China News Service)
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247 - O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, afirmou que o Grupo de Amigos da Governança Global chegou a um consenso em cinco pontos centrais sobre a reforma e o fortalecimento da governança global, em reunião realizada na sede da ONU, em Nova York; as informações são do Global Times.

Segundo o Global Times, Wang Yi, que também integra o Birô Político do Comitê Central do Partido Comunista Chinês, participou do encontro do Grupo de Amigos da Governança Global, conhecido pela sigla GFGG, e destacou que os membros vêm mantendo discussões amplas sobre formas de aprimorar os mecanismos internacionais de tomada de decisão.

De acordo com o chanceler chinês, o primeiro ponto de consenso entre os integrantes do grupo é o apoio à democratização das relações internacionais. Wang afirmou que todos os países, independentemente de seu tamanho, força econômica ou nível de riqueza, devem ter o direito de escolher seus próprios sistemas sociais e caminhos de desenvolvimento.

O ministro também ressaltou que, na visão do grupo, todos os Estados devem participar em condições de igualdade da governança global, com direito a decidir e a se beneficiar dos mecanismos internacionais. A posição busca reforçar a ideia de que a ordem internacional deve contemplar de forma mais equilibrada os interesses de países em diferentes estágios de desenvolvimento.

O segundo ponto de consenso envolve a defesa dos propósitos e princípios da Carta da ONU. Wang Yi afirmou que os integrantes do GFGG consideram essencial assegurar a aplicação igualitária do direito internacional e das normas internacionais, além de se opor à adoção de padrões duplos e a práticas de coerção nas relações entre países.

A preservação do papel central das Nações Unidas foi apresentada como o terceiro eixo comum entre os membros do grupo. Segundo Wang, os integrantes defendem a prática do multilateralismo, o fortalecimento dos mecanismos multilaterais e a oposição ao unilateralismo e à política de poder.

A declaração ocorre em um momento em que a governança global se tornou tema recorrente nos debates internacionais, especialmente diante de disputas geopolíticas, desigualdades econômicas e desafios transnacionais que exigem coordenação entre governos, organismos multilaterais e instituições internacionais.

O quarto ponto mencionado pelo ministro chinês trata da reforma e do aprimoramento da governança global. Wang Yi afirmou que os membros do grupo apoiam medidas voltadas à redução da disparidade entre Norte e Sul, com o objetivo de garantir que os benefícios do desenvolvimento sejam compartilhados por todos os países.

De acordo com o chanceler, a meta é impedir que qualquer nação seja deixada para trás no processo de desenvolvimento global. A formulação reforça uma pauta frequentemente defendida por países do Sul Global, que cobram maior representatividade em fóruns internacionais e mecanismos econômicos mais inclusivos.

O quinto ponto de consenso destacado por Wang Yi está relacionado ao enfrentamento dos desafios mais urgentes da comunidade internacional. O ministro afirmou que os membros do grupo defendem ações concretas e resultados práticos para que a governança global responda às necessidades do tempo presente e das populações.

Na avaliação apresentada por Wang, o funcionamento dos mecanismos internacionais deve acompanhar as transformações do cenário global e oferecer respostas efetivas a problemas que ultrapassam fronteiras nacionais. Entre os temas que costumam integrar esse debate estão desenvolvimento, segurança, desigualdade, cooperação internacional e fortalecimento do sistema multilateral.

Ao reunir esses cinco pontos, o Grupo de Amigos da Governança Global busca consolidar uma agenda baseada na igualdade soberana entre os países, na centralidade da ONU e na necessidade de reformas capazes de tornar a governança internacional mais representativa e eficaz.

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