China pede que EUA revoguem tarifas após decisão da Suprema Corte
Porta-voz do Ministério do Comércio afirma que taxas unilaterais são ilegais e defende cooperação entre China e Estados Unidos, relata o Global Times
247 - A decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos que considerou ilegais diversas tarifas impostas pelo governo norte-americano reacendeu o debate sobre a política comercial entre Washington e seus parceiros. Em reação ao veredito, o Ministério do Comércio da China (MOFCOM) voltou a criticar medidas tarifárias unilaterais e cobrou a revogação imediata das taxas.A informação foi divulgada pelo jornal chinês Global Times. Segundo a publicação, um porta-voz do MOFCOM declarou, nesta segunda-feira (23), que a China “sempre se opôs a aumentos tarifários unilaterais em todas as suas formas”, reiterando a posição oficial de Pequim diante das políticas adotadas pelos Estados Unidos.
De acordo com o porta-voz do Ministério do Comércio da China, as medidas adotadas por Washington “não apenas violam as regras internacionais de comércio e economia, mas também contrariam a legislação interna americana, e não atendem aos interesses de nenhuma das partes”. Ele reforçou ainda que “não há vencedores em uma guerra comercial e que o protecionismo não leva a lugar nenhum”.
O representante do MOFCOM afirmou que a experiência demonstra que a cooperação entre as duas maiores economias do mundo produz benefícios mútuos, enquanto o confronto gera prejuízos para ambos os lados. Nesse contexto, a China instou os Estados Unidos a cancelarem as tarifas unilaterais impostas a parceiros comerciais.
O porta-voz também alertou para possíveis desdobramentos. “Também notamos que os EUA estão se preparando para adotar medidas alternativas, como investigações comerciais, numa tentativa de manter as tarifas sobre seus parceiros comerciais. A China acompanhará de perto esses desenvolvimentos e defenderá firmemente seus direitos e interesses legítimos”, afirmou.
A decisão da Suprema Corte norte-americana ocorre em meio a um cenário de tensões comerciais prolongadas, que têm marcado as relações entre Washington e Pequim nos últimos anos, com impactos relevantes sobre o comércio global e as cadeias produtivas internacionais



