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Após decisão da Suprema Corte sobre tarifas, governo dos EUA afirma que acordos comerciais serão mantidos

Declaração foi dada pelo representante comercial Jamieson Greer, que também comentou sobre encontro previsto de Trump com Xi Jinping

O representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, fala com repórteres na Casa Branca, em Washington, D.C., Estados Unidos, em 30 de outubro de 2025 (Foto: REUTERS/Kylie Cooper/Foto de arquivo)

247 - O governo dos Estados Unidos informou neste domingo (22) que manterá os acordos comerciais firmados com a União Europeia, a China e outros parceiros, apesar da recente decisão da Suprema Corte sobre as tarifas do presidente Donald Trump. As declarações foram dadas pelo representante comercial Jamieson Greer, que também esclareceu que o encontro previsto para abril entre o mandatário estadunidense e o presidente chinês, Xi Jinping, não terá como foco uma disputa comercial.

Segundo a AFP, Greer afirmou que o governo está em diálogo com seus parceiros comerciais. "Estamos em negociações ativas com eles [nossos parceiros comerciais]. Queremos que eles entendam que esses acordos serão benéficos. Pretendemos honrá-los. Esperamos que nossos parceiros os honrem", disse.

Suprema Corte e novas tarifas

Sobre a reunião de Trump com Xi Jinping, ele afirmou que o encontro "trata-se de manter a estabilidade, garantir que eles cumpram sua parte do acordo e comprem produtos agrícolas americanos, Boeings e outros bens, e garantir que nos enviem os elementos de terras raras de que precisamos". Greer também declarou que "se houver áreas para novos acordos, nós as encontraremos".

Na sexta-feira (20), a Suprema Corte dos Estados Unidos derrubou a maior parte das tarifas impostas por Trump. Após a decisão, o presidente elevou no sábado (21) a tarifa global do país de 10% para 15%. A nova alíquota entrará em vigor em 24 de fevereiro e terá duração de 150 dias, com exceções para determinados setores. Greer afirmou ainda que o Congresso, ao longo dos anos, concedeu ampla autoridade ao presidente em relação à política tarifária.

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