Taiwan é a questão central dos interesses fundamentais da China, diz porta-voz
Após telefonema entre Xi Jinping e Trump, Pequim reforça que Taiwan é território chinês e aponta linha vermelha nas relações com Washington
247 - A China voltou a afirmar que a questão de Taiwan ocupa posição central em seus interesses fundamentais e representa a principal linha vermelha nas relações sino-americanas. A declaração é feita após uma conversa telefônica entre o presidente chinês, Xi Jinping, e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, realizada na quarta-feira (4).
Segundo informações divulgadas posteriormente, Xi destacou que Taiwan é o tema mais sensível e importante no relacionamento entre China e Estados Unidos. De acordo com comunicado do Ministério das Relações Exteriores da China, o líder chinês afirmou que “Taiwan é território chinês” e que o país deve proteger sua soberania e integridade territorial, deixando claro que “jamais permitirá a separação de Taiwan”. Xi também ressaltou que Washington deve tratar com prudência a questão da venda de armas à ilha. A notícia foi publicada originalmente pelo Global Times.
As declarações foram reforçadas nesta quinta-feira (5). pelo porta-voz do Gabinete de Assuntos de Taiwan do Conselho de Estado da China. Em coletiva de imprensa, Chen Binhua afirmou que as manifestações de Xi Jinping “detalharam a posição solene da China sobre a questão de Taiwan e forneceram orientações fundamentais para o trabalho chinês em relação a Taiwan”.
De acordo com Chen, “Taiwan é território chinês, e a questão de Taiwan está no cerne dos interesses fundamentais da China, sendo a primeira linha vermelha que não pode ser cruzada nas relações sino-americanas”. O porta-voz também criticou a atuação das autoridades do Partido Democrático Progressista (DPP) da ilha, afirmando que elas têm repetidamente tentado “buscar a independência por meio de apoio externo” ou “buscar a independência pela força”, o que, segundo ele, tem provocado tensões e instabilidade no Estreito de Taiwan.
Chen Binhua reiterou ainda que os Estados Unidos devem respeitar o princípio de Uma Só China e os três comunicados conjuntos China–EUA, enfatizando que Washington precisa lidar com a questão de Taiwan “com a máxima prudência”, diante de seu impacto direto na estabilidade regional e nas relações bilaterais entre as duas potências.



