A batalha do momento na América Latina é pela libertação de Maduro e Cília Flores
É necessário criar no mundo muitos comitês
Por Wilkie Delgado Correa (*) - Glória aos heróis e mártires que caíram durante a invasão dos bárbaros!
Demonstramos o poder da solidariedade quando ela é exercida todos os dias, em todos os lugares, em todas as formas, por todos os meios e com a mesma lealdade e paixão com que se defende a própria vida.
Os verdadeiros patriotas carregam dentro de si a força colossal que a humanidade, cansada das derrotas, precisa para assumir como paradigmas seus feitos e virtudes ao lutar suas batalhas, para continuar a marcha imparável em busca das verdades que lhes permitam alcançar luz e felicidade.
Seres como o presidente Maduro e a deputada Cilia encarnam milhares de homens e mulheres, povos inteiros, a dignidade humana. Esses seres generosos estão do lado daqueles que fundam, constroem e amam e agora estão sequestrados nos Estados Unidos.
No lado oposto e inimigo estão aqueles que odeiam e destroem, como Trump e seus aliados do poder imperial. São eles os que lutam por ambição, para escravizar outros povos, para ter mais comando, para despojar outros povos de suas terras natais e de seus recursos. Não são patriotas; são criminosos e belicistas.
No momento, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e sua esposa e deputada Cília Flores são dois prisioneiros do império após seu sequestro por meio de uma agressão traiçoeira que causou mais de 100 mortes entre venezuelanos e cubanos e milhões de dólares em danos materiais.
Para combater esse terrorismop desencadeado por Donald Trump, convocamos vocês a um ato de organização militante de justiça para promover , em nível internacional, a liberdade dos dois patriotas venezuelanos e latio-americanos. É hora de apelar ao triunfo da justiça, pois nenhuma voz é débil!. Os S comitês podem ser compostos por duas ou mais pessoas ou por instituições grandes e pequenas com dezenas ou centenas de pessoas, independentemente de ideologias políticas, crenças religiosas ou propósitos sociais. E eles só responderão a um espírito de justiça e solidariedade humanitária.
O povo venezuelano está hoje mais firme do que nunca, convencido da justiça de suas ideias, e continua lutando para que a justiça seja feita e para que sejam liberadas definitivamente.
Podemos ser milhões os que lutem pela liberdade do presidente Maduro e da deputada Cilia. E, ao mesmo tempo, desde milhares ou milhões de lugares do mundo, podemos acusar os fascistas que pretendem impor o ódio mais brutal e reinar graças ao seu poderio militar.
Somos habitantes desta casa comum chamado mundo ou planeta Terra. Somos milhões de seres humanos que aspiram à paz e à felicidade; cada um de nós ama o pequeno pedaço de terra onde nascemos ou vivemos. No entanto, sabemos que o mundo é vasto e, como membros da humanidade, compartilhamos a pátria comum que devemos defender e curar de todos os males que a ameaçam ou a oprimem.
Se nós, habitantes de países de todas as latitudes e falantes de todas as línguas, mostrarmos amizade e fraternidade aos venezuelanos sequestrados Maduro e Cilia; se fizemos nossa a causa que os mantinha ativos na Venezuela; se rejeitarmos a atitude criminosa do agressor e sequestrador para mantê-los presos e julgados nos Estados Unidos, violando todos os princípios da justiça e da legalidade internacional, poderemos alcançar uma grande vitória moral com sua libertação definitiva.
Quantos abraços e cumprimentos do povo estão esperando para se materializar a qualquer dia, graças ao nosso esforço para criar os instrumentos de libertação que chamamos COMITÊS PARA A LIBERTAÇÃO DO PRESIDENTE MADURO E DA DEPUTADA CICLIA E PELA PAZ E RESPEITO AO DIREITO INTERNACIONAL DAS NAÇÕES?
Precisamos perguntar e responder essas questões que alcançam não só a razão, mas também a alma.
Precisamos compartilhar com todos a dura realidade de um tempo consumido atrás das grades das implacáveis prisões dos Estados Unidos, cumprindo uma prisão que não merecem, e com sua pátria ameaçada, assediada e atacada por terrorismo de Estado executado por um presidente maníaco e bárbaro como Donald Trump, agindo como imperador e tiranossauro de todos os países e do seu próprio.
Cidadãos do mundo, é hora de expressar-lhes que a fraternidade nasce do sangue familiar compartilhado. Mas também emana e se desenvolve a partir de experiências e vivências conjuntas, ou de ideias, sonhos e valores assumidos como um compromisso irrevogável. A irmandade é expressa com múltiplas características distintas, com gestos e ações específicas. A irmandade carrega em si a emoção e o alento que comovem e vivificam a existência humana.
Que, na solidão acompanhada daquela prisão dos Estados Unidos, chegue essa ação de solidariedade dos comitês, que brotará de nós como uma fonte inesgotável que transborda ao ritmo dos batimentos emocionais do amor e da solidariedade.Nessa luta pela liberdade de Maduro e Cília, vamos erguer as bandeiras da justiça, da liberdade e da fraternidade diante das garras do ódio e da vingança. Esperamos vê-los livres novamente em meio à alegria do heroico povo venezuelano. Queremos celebrar, de um lado ao outro do mundo, um belo dia de libertação, que inevitavelmente chegará, assim como um dia veio a liberdade de outros ilustres prisioneiros de boas causas. Eles serão livres novamente porque o governo dos Estados Unidos, por mais colossalmente poderoso e de coração duro que pareça, nunca será capaz de destruir os princípios do bem, da moralidade e da justiça, nem poderá esmagar as forças indomáveis e indestrutíveis do espírito humano. Sabemos, então, que eles respirarão o ar da liberdade com o peito tão aberto quanto o mundo. A partir de agora, eles devem saber que os estamos esperando você com um abraço tão grande quanto o mundo.
Cada um dos seres humanos que hoje começa a lutar pela libertação de Maduro e Cilia, em todos os confins do mundo, devemos saber que essa luta nos enobrecerá e, a longo prazo, nos demonstrará o poder da solidariedade quando ela é exercida todos os dias, em todas as formas, por todos os meios e com a mesma lealdade e paixão com que se defende a própria vida.
(*) Wilkie Delgado Correa, cubano, é Doutor em Ciências Médicas e Doutor Honoris Causa. Professor, consultor e emérito na Universidade de Ciências Médicas de Santiago de Cuba. Prêmio de Mérito Científico pelo trabalho de uma vida.
Tradução: Rose Lima.


