‘Nova indústria Brasil tem sido vital para o desenvolvimento econômico do país’, afirma Márcio Elias Rosa
Programa do governo federal já destinou mais de R$ 650 bilhões e é apontado como motor do crescimento econômico e social no país
247 - A política Nova Indústria Brasil tem impulsionado a economia nacional e contribuído para a geração de empregos e melhoria de indicadores sociais, segundo avaliação do ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa. A iniciativa, que já destinou mais de R$ 650 bilhões para centenas de milhares de projetos, é considerada estratégica para o crescimento sustentável do país.
Durante entrevista ao programa Bom Dia Ministro, Márcio Elias Rosa destacou o papel central da política industrial na retomada do crescimento econômico. “A Nova Indústria Brasil, que o presidente Lula e o vice (Geraldo) Alckmin, então ministro, definiram logo no início do governo, tem sido vital, de fato, para o desenvolvimento econômico no Brasil”, afirmou.
Segundo ele, a iniciativa funciona como um eixo estruturante para a economia. “Hoje nós vivemos pleno emprego. Assistimos a índices muito bons do ponto de vista econômico e do ponto de vista social, e o eixo tem sido a Nova indústria Brasil, que funciona como um grande guarda-chuva para projetos associados à industrialização”, declarou.
Investimentos e alcance nacional
A política é sustentada pelo Plano Mais Produção, que prevê R$ 713,3 bilhões em investimentos entre 2023 e 2026. Até o fim de 2025, já foram destinados R$ 653,15 bilhões para cerca de 428 mil projetos em todo o país, com distribuição regional dos recursos.
O ministro ressaltou a importância de evitar concentração geográfica dos investimentos. “Uma das diretrizes que estão estabelecidas no plano, a partir de uma orientação do presidente Lula, é essa necessária diversificação e regionalização. Não pode concentrar recursos, senão vai tudo para o Sul, para o Sudeste, e a gente tem dificuldades em outras regiões”, explicou.
Outro ponto destacado foi o perfil das empresas beneficiadas. “90% do crédito contratado são por empresas que estão expandindo a sua atividade ou estão inovando. Não são grupos já consolidados necessariamente. Há grupos pequenos acessando crédito”, disse.
Os recursos contemplam seis áreas estratégicas: agroindústria, saúde, infraestrutura, transformação digital, descarbonização e bioeconomia, além de defesa e soberania.
Emprego e indicadores econômicos
Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) indicam a criação de 370.339 empregos formais nos dois primeiros meses do ano. A indústria foi responsável por 86.091 dessas vagas, sendo o segundo setor que mais gerou postos de trabalho.
Márcio Elias Rosa atribuiu os resultados a um conjunto de políticas estruturais. “Nós conseguimos fazer que a reforma tributária, a NIB, que o Combustível do Futuro e depois políticas setoriais com o setor automotivo, por exemplo, o (programa) Mover. Nós temos políticas estruturante e depois políticas setoriais”, afirmou.
Ele também destacou o cenário atual do mercado de trabalho e da economia. “Nós temos hoje 103 milhões de pessoas empregadas, estamos com o câmbio em queda, com a inflação contida ou dentro da meta. O pleno emprego significa condição de vida para as pessoas, mais de 100 milhões de pessoas, uma taxa de desemprego inferior a 6%”, declarou.
Segundo o ministro, o aumento da renda das famílias tem impacto direto na qualidade de vida. “A renda familiar em ascensão, a renda não apenas per capita, mas a renda da unidade familiar crescendo. Crescendo, cresce necessariamente o poder de compra, o bem-estar”, afirmou.
Setor automotivo em destaque
O ministro também enfatizou o papel do setor automotivo dentro da estratégia industrial. O Programa Mover já viabilizou anúncios de investimentos de R$ 190 bilhões, sendo R$ 140 bilhões das montadoras e R$ 50 bilhões do setor de autopeças.
Além disso, o programa Carro Sustentável, que reduziu a zero o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para veículos de entrada, impulsionou as vendas no varejo em 51,5%.
Para Márcio Elias Rosa, o segmento é fundamental para o desenvolvimento tecnológico. “A indústria automotiva é fundamental, porque além de ser uma grande geradora de empregos, ela está quase sempre na fronteira da inovação tecnológica”, disse.
Ele também destacou a importância de ampliar a produção nacional. “O que nós queremos é que elas não venham só montar o carro aqui, elas comecem a fabricar aqui no país, um dia quem sabe até a bateria do carro elétrico, por exemplo”, concluiu.


