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Apoio do Clube de Engenharia reforça defesa da exploração na Margem Equatorial

Francis Bogossian sustenta que atuação da Petrobras no Amapá segue critérios técnicos e soberania nacional

Francis Bogossian (Foto: Paulo Victor Lago/Log Produções & Filmes/Brasil 247)

247 - O debate em torno da exploração de petróleo na Margem Equatorial brasileira ganha um novo capítulo com a manifestação pública do Clube de Engenharia do Brasil, que saiu em defesa da perfuração dos poços e da condução técnica adotada pela Petrobras. A posição reforça o argumento de que o episódio recente envolvendo vazamento de fluido de perfuração não compromete a segurança da operação nem invalida o potencial estratégico da região para o país.

Em carta aberta divulgada pelo Clube de Engenharia do Brasil, presidido por Francis Bogossian, a entidade contesta críticas formuladas por agentes estrangeiros e classifica como desproporcionais as reações ao incidente ocorrido a cerca de 180 quilômetros da costa do Amapá. O documento sustenta que se tratou de um vazamento de fluido de sondagem já tecnicamente superado e que, por não haver comprovação de danos maiores, não haveria fundamento para a judicialização do caso.

Na avaliação do Clube, suspeitas não comprovadas permanecem no campo da opinião e não devem se sobrepor aos dados técnicos e às medidas efetivamente adotadas para a superação do problema. A entidade destaca que o que deve ser considerado central no episódio são as providências técnicas tomadas e devidamente comprovadas, e não conjecturas que possam comprometer decisões estratégicas para o desenvolvimento nacional.

A carta também enfatiza o histórico da Petrobras em operações de alta complexidade. Segundo o Clube de Engenharia, a segurança operacional da estatal em águas ultraprofundas, comparável àquela praticada no pré-sal, tornou-se referência na indústria petrolífera mundial, o que reforça a confiança na capacidade técnica da empresa para atuar na Margem Equatorial.

Ao mesmo tempo, a Petrobras segue impedida de retomar as perfurações na região. A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis informou que a estatal ainda não apresentou a explicação detalhada sobre as causas do vazamento de fluido de perfuração ocorrido em 6 de janeiro. Sem esse esclarecimento formal, a agência afirma não ser possível definir quando a atividade poderá ser retomada.

De acordo com a ANP, a Petrobras deverá encaminhar um relatório técnico completo após a conclusão de uma investigação interna. O prazo máximo para a entrega do documento é de até 90 dias a partir da data do incidente. Até que o relatório seja analisado e as justificativas sejam acolhidas ou não pela agência reguladora, a exploração permanecerá suspensa.

A Margem Equatorial é apontada como uma das fronteiras mais promissoras para a expansão da produção de petróleo no Brasil, ao mesmo tempo em que é reconhecida como uma área ambientalmente sensível. A licença para exploração foi concedida pelo Ibama somente após um processo considerado longo e rigoroso, que incluiu a exigência de um plano detalhado de salvamento de fauna em caso de acidentes, condição vista como essencial para mitigar riscos ambientais.

Para o Clube de Engenharia do Brasil, a condução da Petrobras nesse processo merece ser destacada de forma positiva. A entidade afirma que a atuação da empresa está alinhada aos interesses legítimos da soberania nacional, ao buscar conciliar desenvolvimento energético, segurança operacional e cumprimento das exigências ambientais estabelecidas pelos órgãos reguladores.

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