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Operação Calha Norte: Ibama destrói estrutura milionária de garimpo ilegal na Amazônia

Ação desmontou áreas de exploração clandestina, destruiu máquinas pesadas e apreendeu explosivos

IBAMA (Foto: AGU/Divulgação)
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247 - O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) informou, nesta segunda-feira (18), que a Operação Calha Norte destruiu maquinários utilizados em garimpos ilegais na Amazônia. A ação provocou prejuízo superior a R$ 6 milhões aos grupos envolvidos. As informações são da CNN Brasil.

A operação foi realizada entre terça-feira (12) e domingo (17), na região de divisa entre Pará e Amapá, com ações concentradas nos municípios de Almeirim (PA) e Laranjal do Jari (AP). Segundo o órgão ambiental, sete áreas de exploração ilegal foram desmobilizadas.

Os agentes inutilizaram sete escavadeiras hidráulicas, dois tratores e três quadriciclos. Também foram destruídos motores e geradores usados na atividade clandestina. Aproximadamente 3,3 mil litros de diesel foram descartados e acampamentos montados pelos garimpeiros acabaram desmontados.

Em um dos pontos de apoio identificados pelas equipes, houve apreensão de 441 unidades de explosivos. De acordo com o Ibama, desde o início das operações na região neste ano, já foram destruídas 27 escavadeiras hidráulicas, três caminhões-prancha utilizados no transporte de máquinas pesadas, dois aviões e milhares de litros de combustível.

Novo modelo de exploração ilegal

Durante a operação, os agentes identificaram a atuação de um modelo conhecido como "garimpo de filão". Segundo o Ibama, a modalidade utiliza galerias subterrâneas, explosivos e maquinário industrial para triturar rochas e retirar ouro.

O órgão ambiental informou que esse tipo de exploração exige maior capacidade financeira e tecnológica dos criminosos e produz impactos ambientais mais severos, incluindo destruição permanente do relevo e risco elevado de contaminação do solo e da água.

Área de árvores gigantes

O avanço do garimpo ilegal também preocupa as autoridades ambientais por atingir uma das áreas de maior relevância ecológica da Amazônia. A região abriga árvores gigantes da floresta, entre elas os angelins-vermelhos (Dinizia excelsa), que podem alcançar até 88 metros de altura.

Segundo o Ibama, a atividade ilegal ameaça unidades de conservação, destrói o subsolo e pode contaminar rios com mercúrio, afetando a biodiversidade local. No fim de 2025, a Operação Xapiri Karuanã identificou uma estrutura aérea clandestina utilizada por garimpeiros a cerca de um quilômetro da segunda maior árvore da Amazônia.

Na ocasião, foram aplicados R$ 4,8 milhões em multas, além da destruição de hangares, pistas clandestinas, oficinas e acampamentos ilegais na região entre Pará e Amapá.

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