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PF mira vazamento de dados e garimpo ilegal na Amazônia

Operação Âmbitus apura corrupção, vazamento de informações sigilosas e lavagem de dinheiro na região amazônica

Polícia Federal (Foto: Divulgação)
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247 - A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quinta-feira (11) a Operação Âmbitus para investigar um suposto esquema de corrupção, vazamento de informações sigilosas e lavagem de dinheiro ligado ao garimpo ilegal na Amazônia. 

A investigação apura a atuação de um grupo suspeito de corromper servidor público para obter dados reservados sobre ações de fiscalização ambiental na região amazônica. A operação cumpriu sete mandados de busca e apreensão em Rondônia, Goiás e Alagoas, além de um mandado de prisão preventiva.

A Justiça Federal também determinou o sequestro de bens e valores que somam R$ 22 milhões. A medida integra a apuração sobre a possível estrutura usada para sustentar atividades ilícitas e ocultar recursos supostamente vinculados ao garimpo ilegal.

Operação investiga favorecimento ao garimpo ilegal

As investigações tiveram origem em elementos reunidos durante operações anteriores de combate ao garimpo ilegal. Segundo a apuração, integrantes da organização criminosa teriam recebido informações antecipadas sobre ações policiais e fiscalizatórias.

Esses dados, de acordo com a PF, teriam permitido que o grupo adotasse medidas para dificultar a atuação do poder público e manter a continuidade das atividades investigadas. A suspeita central é de que informações sigilosas tenham sido usadas para favorecer a exploração ilegal na região amazônica.

Entre os investigados está um servidor público federal, ocupante do cargo de policial federal, suspeito de repassar informações reservadas em benefício da organização criminosa. A PF não informou, no material divulgado, a identidade dos investigados.

Lavagem de dinheiro também é apurada

Além da suspeita de vazamento de informações e favorecimento ao garimpo ilegal, a Polícia Federal apura possíveis crimes de lavagem de dinheiro. A investigação aponta para a utilização de empresas e outras estruturas destinadas à movimentação e ocultação de valores supostamente provenientes das atividades ilícitas.

Os investigados poderão responder, conforme a participação atribuída a cada um, pelos crimes de corrupção ativa, corrupção passiva, violação de sigilo funcional, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

A Operação Âmbitus segue em andamento. Segundo a PF, as investigações continuam para identificar todos os envolvidos e aprofundar a apuração dos fatos.

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