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Defesa de Lulinha rebate Metrópoles por suposta delação no caso INSS: "factóide"

Advogado Guilherme Suguimori cita “fins políticos” da reportagem às vésperas da CPMI do INSS

Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha (Foto: Reprodução)

247 - A defesa de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, contestou a reportagem de Andreza Matais, do Metrópoles, que apontou a existência de uma suposta delação premiada envolvendo seu nome no contexto das investigações sobre fraudes no INSS. Em nota enviada ao Brasil 247 nesta quarta-feira (25), o advogado Guilherme Suguimori classificou a publicação como “factóide” e negou qualquer vínculo de seu cliente com o caso.

A reação ocorre após matéria do Metrópoles afirmar que um ex-procurador e um ex-diretor do INSS estariam negociando acordo de colaboração premiada e teriam citado “Fábio Luís Lula da Silva e políticos do centrão” em depoimentos relacionados à Operação Sem Desconto, que apura descontos indevidos em aposentadorias.

Na nota, Suguimori afirmou: “Recebemos com surpresa a matéria veiculada no Metrópoles afirmando que um ex-procurador e um ex-diretor do INSS teriam fechado acordo de delação premiada delatando ‘Fábio Luís Lula da Silva e políticos do centrão’”. Segundo ele, a reportagem não apresenta elementos concretos que permitam esclarecimentos objetivos.

O advogado sustenta que “a matéria não informa nenhum dado concreto sobre o que seria delatado e qual a suposta e alegada participação de Fábio, o que impede qualquer esclarecimento além do fato de que Fábio Luís não conhece esses indivíduos e jamais teve com eles qualquer tipo de relação, financeira, pessoal ou profissional”. Ele acrescenta que “Fábio não tem relação com as fraudes do INSS, não participou de fraudes ou desvios e não recebeu valores dessa fonte criminosa”.

Suguimori também questiona a própria existência e o conteúdo do suposto acordo de delação. “As negociações de acordos de delação são sigilosas por previsão legal e jurisprudencial, tornando inverificável a sua existência – factóide que foi negado pela defesa de um dos supostos delatores – e a confirmação de seu conteúdo, que foi meramente mencionado sem apresentação de fatos ou detalhes”, declarou.

Na avaliação da defesa, a divulgação da informação às vésperas de sessão da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS teria motivação política. “A publicação desse dado vazio na véspera de sessão da CPMI que notoriamente vem discutindo medidas relativas a Fábio Luís naquele procedimento será fatalmente utilizada para fins políticos antes de sua confirmação, escancarando a irresponsabilidade de setores com interesses específicos e políticos”, afirmou o advogado.

Ele ainda lamentou o que classificou como uso indevido do nome de seu cliente. “Lamentamos que mais uma vez o nome de Fábio Luís Lula da Silva esteja sendo utilizado indevidamente com interesses escusos, em mais uma tentativa de atingir indiretamente o governo. Todas as afirmações levianas do passado se comprovaram falsas, o que acontecerá também neste caso".

Por fim, Suguimori informou ter solicitado acesso às investigações no Supremo Tribunal Federal (STF). “Finalmente, reitero que diante da incessante campanha midiática reproduzindo dados parciais e sigilosos de uma investigação em andamento, entendi ser necessário requerer ao STF acesso à investigação, tendo Fábio se colocado à disposição daquele Tribunal para prestar qualquer esclarecimento eventualmente necessário após ter conhecimento do que existe (ou não existe) naqueles autos – acesso esse que ainda não lhe foi concedido, o que impede qualquer outra manifestação atual, uma vez que trabalhamos com fatos e provas, não com o combate contra conjecturas inverificáveis".

Leia a íntegra da nota:

São Paulo, 25 de fevereiro de 2026.

Recebemos com surpresa a matéria veiculada no Metrópoles afirmando que um ex-procurador e um ex-diretor do INSS teriam fechado acordo de delação premiada delatando “Fábio Luís Lula da Silva e políticos do centrão”. A matéria não informa nenhum dado concreto sobre o que seria delatado e qual a suposta e alegada participação de Fábio, o que impede qualquer esclarecimento além do fato de que Fábio Luís não conhece esses indivíduos e jamais teve com eles qualquer tipo de relação, financeira, pessoal ou profissional. Fábio não tem relação com as fraudes do INSS, não participou de fraudes ou desvios e não recebeu valores dessa fonte criminosa.

As negociações de acordos de delação são sigilosas por previsão legal e jurisprudencial, tornando inverificável a sua existência – factóide que foi negado pela defesa de um dos supostos delatores – e a confirmação de seu conteúdo, que foi meramente mencionado sem apresentação de fatos ou detalhes. A publicação desse dado vazio na véspera de sessão da CPMI que notoriamente vem discutindo medidas relativas a Fábio Luís naquele procedimento será fatalmente utilizada para fins políticos antes de sua confirmação, escancarando a irresponsabilidade de setores com interesses específicos e políticos.

Lamentamos que mais uma vez o nome de Fábio Luís Lula da Silva esteja sendo utilizado indevidamente com interesses escusos, em mais uma tentativa de atingir indiretamente o governo. Todas as afirmações levianas do passado se comprovaram falsas, o que acontecerá também neste caso.

Finalmente, reitero que diante da incessante campanha midiática reproduzindo dados parciais e sigilosos de uma investigação em andamento, entendi ser necessário requerer ao STF acesso à investigação, tendo Fábio se colocado à disposição daquele Tribunal para prestar qualquer esclarecimento eventualmente necessário após ter conhecimento do que existe (ou não existe) naqueles autos – acesso esse que ainda não lhe foi concedido, o que impede qualquer outra manifestação atual, uma vez que trabalhamos com fatos e provas, não com o combate contra conjecturas inverificáveis.

GUILHERME SUGUIMORI SANTOS
OAB/SP 295.675

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