Denunciado pela PGR, Paulo Figueiredo sai em defesa de Alexandre Ramagem
Influenciador afirma que detenção é temporária e contesta versão da PF sobre cooperação internacional no caso do ex-deputado condenado pelo STF
247 - Denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por crime de coação, o influenciador Paulo Figueiredo afirmou nesta segunda-feira (13) que o deputado federal cassado Alexandre Ramagem (PL-RJ) precisa deixar a prisão nos Estados Unidos “o mais brevemente possível”. A entrevista foi concedida ao Metrópoles.
Figueiredo afirmou que a detenção de Ramagem tem caráter temporário e indicou expectativa de liberação rápida. O ex-parlamentar, que perdeu o passaporte diplomático após a cassação do mandato em dezembro de 2025, vive nos Estados Unidos desde setembro do mesmo ano.
O político da extrema direita Alexandre Ramagem havia perdido o passaporte diplomático, pois teve o mandato de deputado federal cassado pelo Congresso no ano passado. O STF condenou Ramagem a 16 anos de prisão na investigação sobre a trama golpista. Fugitivo, o ex-parlamentar mora nos EUA desde setembro de 2025.
De acordo com Figueiredo, a abordagem ocorreu porque Ramagem apresentou apenas a carteira de motorista brasileira. “Ramagem presentou a carteira de motorista brasileira durante uma abordagem, já que não havia uma carteira americana. Ele está sendo acompanhado por advogados. A expectativa é de que ele seja liberado o mais brevemente possível”, disse.
O influenciador também criticou a atuação da Polícia Federal e questionou a versão oficial sobre o caso. “Nossa expectativa é de que ele seja solto o mais brevemente possível. Narrativa do Andrei ficará um pouco prejudicada. Estou dizendo categoricamente que eu acho que o diretor-geral da PF está mentindo. Não temos nenhum conhecimento de nenhuma cooperação. Mas isso não impede que haja detenção por imigração.”, afirmou Paulo Figueiredo.
A prisão de Ramagem ocorreu por ação do Serviço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE) dos Estados Unidos, que identificou irregularidades relacionadas à situação migratória do ex-deputado.
A Polícia Federal apresentou versão diferente e informou que a detenção resultou de cooperação entre autoridades brasileiras e norte-americanas. Em nota, a instituição afirmou que o ex-parlamentar se encontra na condição de foragido da Justiça brasileira após condenação por organização criminosa armada, golpe de Estado e tentativa de abolição violenta do Estado de Direito.
O caso amplia o debate sobre a execução de decisões judiciais envolvendo condenados por atos contra a ordem democrática e a atuação conjunta entre países em processos desse tipo.
A PGR denunciou Figueiredo e Eduardo Bolsonaro em setembro de 2025 por coação no curso do processo, pois, conforme investigadores, os dois atuaram nos EUA para implementar medidas de retaliação contra o governo brasileiro e ministros da Corte.
Em nota conjunta à imprensa, Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo afirmaram na época que vão seguir atuando com “parceiros internacionais” para que novas sanções sejam aplicadas a autoridades brasileiras. “Esqueçam acordos obscuros ou intimidações que usaram por anos, porque não funcionam conosco - isto vale para mais esta denúncia fajuta dos lacaios do Alexandre na PGR. O recado dado hoje é claro: o único caminho sustentável para o Brasil é uma anistia ampla, geral e irrestrita, que ponha fim ao impasse político e permita a restauração da normalidade democrática e institucional”, afirmaram.


