Kiko Nogueira nega acusações contra o DCM no caso Master e denuncia campanha para atingir o governo Lula
Editor-responsável do Diário do Centro do Mundo afirma que não há qualquer vínculo com o Banco Master
247 – O jornalista Kiko Nogueira, editor-responsável do site Diário do Centro do Mundo (DCM), negou publicamente acusações que passaram a circular nas redes sociais envolvendo o veículo no chamado caso Banco Master. Em vídeo publicado no YouTube, Nogueira afirmou que não existe qualquer relação financeira entre o DCM e o banco e classificou as alegações como parte de uma campanha de difamação que, segundo ele, também busca atingir o governo do presidente Lula.
No vídeo, divulgado em seu canal, Kiko Nogueira afirma que as acusações se baseiam em declarações atribuídas a um homem identificado pelo sobrenome Mourão, que teria citado o DCM em um depoimento. O jornalista questionou a veracidade dessas informações e disse que a equipe jurídica do site já está analisando o caso.
“Eu posso garantir que não tem absolutamente um pingo de realidade nisso, não tem um centavo aqui de Banco Master”, declarou.
Segundo ele, o próprio conteúdo editorial do DCM contradiria a narrativa de que o site teria qualquer relação com o banco. “Todas as matérias do DCM são negativas ao Banco Master. Então o cara pagou para falar mal dele? Não tem pé nem cabeça”, afirmou.
Defesa do DCM e investigação jurídica
Nogueira informou que o advogado do portal já iniciou providências para esclarecer a origem das acusações. De acordo com ele, a defesa também avalia a possibilidade de acionar judicialmente pessoas que estariam reproduzindo as acusações sem apresentar provas.
“Nós estamos investigando. O Dr. Francisco, nosso advogado, está vendo com a Polícia Federal como é que isso foi parar lá”, disse.
O jornalista também afirmou que a equipe está reunindo registros de publicações nas redes sociais que, segundo ele, estariam disseminando acusações falsas contra o portal.
“O Dr. Francisco está pegando os prints das pessoas que estão nos acusando. Evidentemente que a gente vai depois colher a indenização a respeito das acusações sem pé nem cabeça que estão fazendo contra nós”, declarou.
Alegação de campanha coordenada
Durante a transmissão, Kiko Nogueira sugeriu que as acusações fariam parte de uma tentativa de descredibilizar o site e, ao mesmo tempo, atingir politicamente o governo federal.
“Está havendo uma campanha contra o DCM, de olho também no governo Lula”, afirmou.
Segundo ele, o portal tem histórico de críticas a setores da direita e a personagens ligados a investigações e disputas políticas no país, o que explicaria, em sua avaliação, os ataques.
“Nós escolhemos combater os poderosos desse país. A gente escolheu o caminho mais difícil, que é o caminho da verdade”, disse.
Nogueira também afirmou que o DCM continuará defendendo a democracia e o governo eleito. “DCM é um site de esquerda, sempre foi. E a gente tem um compromisso com a defesa da democracia”, declarou.
Críticas à cobertura da mídia
No vídeo, o editor do DCM também criticou parte da cobertura feita por veículos da chamada mídia tradicional sobre o episódio. Ele afirmou que algumas análises estariam utilizando as acusações para questionar a credibilidade do site.
“Agora é hora de separar o joio do trigo, dizem eles. É claro que eles queriam nos pegar”, afirmou.
Nogueira argumentou ainda que a falta de provas concretas não teria impedido a disseminação das acusações. Segundo ele, não há qualquer documento ou registro que demonstre ligação entre o DCM e os recursos mencionados nas denúncias.
“Não tem uma vinculação, não tem um documento demonstrando o que esse cara diz a respeito de um DCM que ele cita”, declarou.
Promessa de reação judicial
Ao final da transmissão, Kiko Nogueira afirmou que o portal não pretende recuar diante das acusações e que irá buscar reparação na Justiça caso seja comprovada a disseminação de informações falsas.
“Que não deve, não teme. Eu não devo absolutamente nada a ninguém”, afirmou.
Ele também reiterou que o DCM continuará atuando no campo político e jornalístico com a mesma linha editorial.
“Não vão nos calar, não vão nos intimidar. Nós vamos nos defender”, concluiu.


