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Daniel Vorcaro desembarca em Brasília e é levado à penitenciária federal

Dono do Banco Master foi transferido após decisão do ministro André Mendonça e pedido da Polícia Federal

Daniel Vorcaro (Foto: Reprodução)

247 - O banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, chegou a Brasília na tarde desta sexta-feira (6) e foi encaminhado à Penitenciária Federal da capital, unidade de segurança máxima do sistema prisional brasileiro. A transferência ocorreu após decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator das investigações relacionadas ao chamado Caso Master. A remoção do empresário foi solicitada pela Polícia Federal (PF), que apontou a necessidade de mudança imediata da unidade prisional para preservar a integridade física do investigado. As informações são do Metrópoles

Transferência para presídio federal

Vorcaro estava detido na Penitenciária II de Potim, localizada no interior de São Paulo. Na manhã desta sexta-feira, ele foi retirado da unidade e levado sob escolta até o Aeroporto Internacional de São José dos Campos, de onde seguiu para Brasília.

A transferência foi autorizada pelo ministro André Mendonça após manifestação da Polícia Federal. No pedido enviado ao STF, a corporação afirmou que o presídio federal da capital possui condições de segurança compatíveis com a complexidade da investigação em curso. Segundo a PF, a unidade prisional oferece um “ambiente dotado de estrutura de segurança compatível com a complexidade e a sensibilidade do caso em investigação”.

Operação Compliance Zero e investigação da PF

O banqueiro foi preso preventivamente na quarta-feira (4), durante uma nova fase da Operação Compliance Zero. A investigação apura suspeitas de fraude envolvendo o Banco Master. Vorcaro já havia sido preso em novembro do ano passado, mas acabou liberado posteriormente mediante medidas cautelares, entre elas o uso de tornozeleira eletrônica. Além dele, outras três pessoas foram presas nesta etapa da operação. Outras quatro foram alvo de medidas cautelares determinadas pela Justiça.

Investigação aponta estrutura de organização criminosa

De acordo com as investigações da Polícia Federal, os envolvidos fariam parte de uma organização criminosa supostamente liderada por Vorcaro. O grupo teria quatro núcleos distintos e seria conhecido internamente como “A turma”. Um desses núcleos é descrito pela PF como um “braço armado” e também caracterizado como uma “milícia”.

Entre os presos está Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, apontado pelos investigadores como o “Sicário” de Vorcaro. Segundo a Polícia Federal, ele atuava na coleta de dados pessoais e na intimidação de pessoas que contrariavam os interesses do grupo, inclusive jornalistas.

Após ser preso, Mourão tentou tirar a própria vida enquanto estava custodiado na carceragem da Polícia Federal em Belo Horizonte. Ele permanece internado em estado grave. A PF instaurou um inquérito para apurar as circunstâncias da tentativa de suicídio.

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