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Políticos e internautas denunciam conluio e “bolsomaster” fica entre os assuntos mais comentados nas redes

Usuários denunciam troca de favores entre políticos bolsonaristas e o Banco Master. Vídeo

Flávio Bolsonaro, Ciro Nogueira e Daniel Vvorcaro (Foto: Andressa Anholete/Agência Senado I Divulgação I Reprodução (247/IA))

247 - Políticos e internautas reagiram à Operação Compliance Zero contra o senador Ciro Nogueira (PP-PI) e os escândalos financeiros envolvendo o Banco Master. Como o parlamentar foi ministro no governo Jair Bolsonaro (PL), a expressão “bolsomaster” chegou nesta quinta-feira (7) aos assuntos mais comentados na rede social X.

O deputado federal Rogério Correia (PT-MG) comentou sobre a ação da Polícia Federal. “Cada dia mais um peão do enrosco do BOLSOMASTER, que denunciamos na #CPMIdoINSS, é revelado. Quem rodou dessa vez foi Ciro Nogueira, mas ainda há muito a ser descoberto. Entenderam porquê fizeram o acordão para votar dosimetria e abafar CPI do Master?”, escreveu.

O deputado estadual Leonel Radde (PT-RS) afirmou que “a casa caiu para o sonho de vice do 01”. “A mesada de R$ 300 mil nunca foi pro filho do Lula. Era pro Ciro Nogueira, o braço direito do Bolsonaro, paga pelo Vorcaro. A extrema direita inventou mentiras por anos pra esconder o esquema BolsoMaster”.

Outro perfil escreveu: “entenderam agora por que os bolsonaristas queriam a aprovação da PEC da Blindagem? Porque, se ela tivesse sido aprovada, Ciro Nogueira, a essa hora, só poderia ser investigado pela PF se O CONGRESSO PERMITISSE! Era por isso que os bolsonaristas queriam essa aprovação! Para não serem pegos no BOLSOMASTER”.

Entenda

A Polícia Federal afirma ter indícios de que o senador Ciro Nogueira (PP-PI) recebeu pagamentos mensais entre R$ 300 mil e R$ 500 mil do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, além de viagens internacionais, hospedagens, despesas em restaurantes, voos privados e uso de imóveis de alto padrão. Os dados constam da representação enviada pela PF ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que resultou na deflagração da 5ª fase da Operação Compliance Zero nesta quinta-feira (7).

Conforme o Portal G1, os investigadores apuram se houve instrumentalização do mandato parlamentar de Ciro Nogueira em benefício de interesses ligados ao Banco Master. A suspeita envolve a atuação do senador em propostas legislativas que poderiam favorecer a instituição financeira comandada por Vorcaro.

Um dos pontos centrais da investigação cita a emenda nº 11, apresentada por Ciro em agosto de 2024 à PEC nº 65/2023. O texto buscava ampliar o limite de cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), de R$ 250 mil para R$ 1 milhão por depositante.

Na avaliação da PF, a mudança poderia beneficiar operações do Banco Master ao aumentar a segurança oferecida aos investidores em aplicações cobertas pelo FGC. A proposta passou a integrar a apuração sobre a relação entre o parlamentar e o empresário investigado.

A Operação Compliance Zero investiga suspeitas de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master e seus desdobramentos no sistema político e financeiro. A nova fase da ação amplia o foco sobre possíveis vantagens indevidas e articulações legislativas ligadas ao caso. A representação encaminhada ao STF serviu de base para as medidas autorizadas por André Mendonça. O caso segue sob investigação da Polícia Federal.

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