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Produtora de filme sobre Bolsonaro é acusada de não pagar locação em SP

Proprietário de café em São Paulo cobra R$ 11,3 mil da empresa responsável por gravações de filme sobre Jair Bolsonaro

Produtora de filme sobre Bolsonaro é acusada de não pagar locação em SP (Foto: Reprodução)
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247 - A produtora responsável pelas filmagens de um longa sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro enfrenta uma disputa judicial em São Paulo após ser acusada de não quitar valores relacionados à locação de um café utilizado durante as gravações. As informações foram divulgadas inicialmente pela colunista Natália Portinari, do UOL.

Segundo o processo, a empresa Go Up teria utilizado o imóvel além do período previsto em contrato e ocupado áreas extras sem autorização formal. O caso envolve gravações realizadas em dezembro de 2025 em um café da capital paulista, onde parte do filme foi rodada.

De acordo com a ação judicial, a equipe da produtora antecipou a ocupação do espaço para o dia 6 de dezembro, utilizando inclusive o estacionamento do estabelecimento, área que não estava prevista no acordo firmado entre as partes. O proprietário afirma que não houve pagamento adicional pelo uso do local.

Proprietário relata prejuízo financeiro

Ainda conforme o processo, o dono do imóvel alega ter sofrido prejuízos financeiros em razão da paralisação do estacionamento durante o período das gravações. Segundo ele, o funcionário responsável pelo espaço foi impedido de trabalhar pela equipe da produção.

Com base nesses danos, o proprietário pede uma indenização total de R$ 11,3 mil. O valor inclui a cobrança pela diária extra e os prejuízos decorrentes da interrupção das atividades do estacionamento.

O processo também aponta que, após tentativas frustradas de acordo, a Go Up ofereceu o pagamento de R$ 3 mil pela diária adicional. A proposta, no entanto, foi rejeitada pelo locador.

Produtora contestou validade de acordo verbal

Segundo os autos, a defesa da produtora argumentou que eventuais compromissos assumidos verbalmente por integrantes da equipe no local não teriam validade sem aprovação formal da diretoria da empresa.

A discussão judicial ganhou novos desdobramentos após a tentativa de envio da citação oficial ao endereço da produtora na avenida Paulista. A correspondência foi devolvida sem entrega, indicando que a empresa não estaria funcionando no local registrado junto à Receita Federal.

O UOL informou ainda que tentou contato com a Go Up por meio do endereço eletrônico divulgado no site da empresa nos Estados Unidos. A mensagem enviada, porém, retornou com a informação de que o e-mail não existe.

Tentativas de contato não tiveram retorno

Além do contato institucional, também foram enviadas mensagens para e-mails dos sócios da produtora que aparecem no processo judicial. Até o momento da publicação original da reportagem, não havia retorno da empresa.

O caso ocorre em meio à produção do filme sobre Jair Bolsonaro, ex-presidente da República, que segue cercado de repercussão política e judicial. Donald Trump, mencionado em discussões internacionais relacionadas ao bolsonarismo, é atualmente o presidente dos Estados Unidos.

A disputa judicial envolvendo a locação do imóvel agora deverá seguir tramitando na Justiça paulista, enquanto o proprietário busca o ressarcimento pelos valores cobrados no processo.

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