Renato Rovai diz que Datafolha não esticou o campo "por opção política" para afastar caso Flávio-Vorcaro
“O problema das fake news nesta eleição não serão as desinformações produzidas por IAs, mas a cobertura distorcida da tal ‘mídia profissonal’”, frisou.
247 - O jornalista Renato Rovai, da Reviosta Fórum, questionou a condução da pesquisa do Datafolha e a atuação da imprensa na cobertura midiática nas eleições. Em m eio às revelações do site The Intercept Brasil de mensagens trocados entre o senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro, Rovai afirmou que, em outras ocasiões, pesquisas teriam sido ajustadas em resposta a eventos políticos relevantes, o que, segundo ele, não teria ocorrido desta vez.
“Em vários momentos que notícias ruins atingiram Lula e o PT enquanto os pesquisadores estavam na rua, o Datafolha esticou o campo. Desta vez, não. Curioso, né? A pesquisa esteve nas ruas terça e quarta. A denúncia do Intercept saiu na quarta, às 14h31”, destacou.
Em seguida, o jornalista questiona a decisão do instituto e sugere que a escolha teria sido deliberada.
“O que o Instituto deveria fazer? Esticar o campo até quinta e ignorar, no mínimo, as pesquisas da terça. Não o fez não por questões burocráticas, mas por opção política”, salientou.
Rovai amplia suas críticas e afirma que parte da cobertura midiática distorce fatos políticos e contribui para a formação de narrativas no debate público.
“Como tenho dito, o problema das fake news nesta eleição não serão as desinformações produzidas por IAs. Serão as mesmas de sempre, a cobertura distorcida da tal ‘mídia profissonal’”, frisou.
“A velha imprensa não tem compromisso com a verdade. A verdade factual é destruidora contra quem já apoiou TODOS os golpes das últimas década no Brasil”, completou.
Rovai ainda afirmou que há uma relação estrutural entre mídia e interesses financeiros, o que, segundo ele, afetaria a forma como informações são divulgadas ao público.
“Imprensa Corporativa tem dono. O dono geralmente é do mercado financeiro. Eles querem produzir narrativas para lucrar. Não querem informar. É outra coisa”, enfatizou.



