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Agente da Patrulha de Fronteira dos EUA é alvo de apuração após tiroteio no Arizona

Caso ocorre em meio a críticas a táticas federais e após assassinatos ligados a agências migratórias no país

Agentes do xerife do condado de Pima próximos ao local onde a Patrulha de Fronteira dos Estados Unidos esteve envolvida em um tiroteio entre Amado e Arivaca, no Arizona, Estados Unidos, em 27 de janeiro de 2026 (Foto: REUTERS/Rebecca Noble)

247 - Um agente da Patrulha de Fronteira dos Estados Unidos se envolveu em um tiroteio no Arizona, informou nesta terça-feira (27) o xerife do condado de Pima, Chris Nanos. As autoridades locais atuam em conjunto com o FBI e com a Alfândega e Proteção de Fronteiras para apurar o ocorrido. As informações são da agência Reuters.

O xerife Chris Nanos informou que o FBI solicitou apoio do Departamento do Xerife do Condado de Pima, cuja divisão de investigações criminais conduzirá uma apuração paralela e ficará responsável pela análise do uso da força no caso envolvendo o agente federal. Em nota, Nanos pediu paciência à comunidade e afirmou que a investigação será detalhada, mas exigirá tempo.

Circunstâncias ainda não esclarecidas

As circunstâncias do tiroteio ainda não foram esclarecidas, e a identidade da pessoa baleada não foi divulgada. O Departamento de Segurança Interna não respondeu de imediato aos pedidos de comentário.

Segundo o distrito de incêndio de Santa Rita, uma pessoa ficou em estado crítico após o episódio. A CNN, citando uma fonte federal, informou que o ferido seria um suspeito que teria trocado tiros com agentes da patrulha de fronteira e disparado contra um helicóptero federal durante uma perseguição perto da fronteira.

O FBI declarou que investiga uma suposta agressão contra um agente federal nas proximidades da cidade de Arivaca, no Arizona, e que um suspeito foi detido. As investigações seguem em andamento.

Região marcada por tensões migratórias

Relatos iniciais divulgados pela NBC News indicaram que a vítima foi atendida no local pelo distrito de incêndio de Santa Rita e pela American Medical Response antes de ser levada em estado crítico para atendimento hospitalar.

Arivaca fica a cerca de 16 quilômetros da fronteira entre os Estados Unidos e o México e é uma área conhecida pelo intenso fluxo migratório. A região já foi palco de tensões entre defensores de direitos de migrantes e agentes federais de imigração.

O episódio ocorre em um contexto de crescente insatisfação pública com as táticas adotadas por agentes federais desde que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, passou a implementar uma agenda migratória de linha dura após assumir o cargo no ano passado.

Caso ocorre após assassinatos em Minnesota

O caso no Arizona acontece poucos dias após a morte de Alex Pretti, enfermeiro de terapia intensiva de 37 anos, assassinado por agentes federais de imigração no sábado, em Minnesota. No início do mês, outra morte, a de Renee Good, também de 37 anos, foi atribuída a um agente do Serviço de Imigração e Alfândega.

As duas ocorrências se tornaram um problema político para o governo Trump, que venceu a eleição presidencial de 2024 prometendo uma ampliação histórica das deportações. Agentes de imigração mascarados e com equipamentos táticos de padrão militar passaram a ser vistos com frequência em diversas regiões do país.

Protestos contra a ofensiva migratória foram registrados em várias cidades, incluindo Minneapolis. Segundo a Reuters, uma pesquisa Ipsos indicou queda no apoio público às táticas de fiscalização migratória antes e depois do assassinato de Pretti, ampliando a pressão sobre o Partido Republicano às vésperas das eleições legislativas de novembro, quando as estreitas maiorias no Congresso estarão em disputa.

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